Número de doentes com tuberculose mantém-se estável nos Açores

CARLOS PAVAOVinte casos. Esta é a informação inicial do número de doentes que tiveram tuberculose no ano passado nos Açores. Um número que se mantém dentro do que é expectável, segundo Carlos Pavão, director do Serviço de Pneumologia do Hospital do Divino Espírito Santo, em Ponta Delgada.
Em declarações ao Diário dos Açores, o pneumologista diz-nos, no entanto, que “a nossa dificuldade é fazer o diagnóstico precoce de toxicodependentes e sem-abrigo porque são pessoas que não frequentam os serviços de saúde com regularidade e deixam arrastar muito as situações”.
A tuberculose é uma doença infecto-contagiosa causada por uma bactéria que afecta principalmente os pulmões, mas também pode ocorrer em outros órgãos do corpo. No geral, a tuberculose é causada por uma infecção por Mycobacterium tuberculosis ou Bacilo de Koch (BK) e transmite-se, basicamente, entre pessoas, por via aérea. A pessoa com tuberculose expele, ao falar, espirrar ou tossir, pequenas gotas de saliva que contêm o agente infeccioso e podem ser aspiradas por outro indivíduo contaminando-o. Má alimentação, falta de higiene, tabagismo, alcoolismo ou qualquer outro factor que gere baixa resistência orgânica, também favorecem o estabelecimento da tuberculose.
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Há médicos nos Açores que analisam doentes por telefone...

medicoA Ordem dos Enfermeiros denunciou ontem que há médicos nos Açores que estão a fazer prescrição terapêutica por telefone, indo contra todas as regras.
É uma segunda denúncia no espaço de quase dois anos, já que os enfermeiros tinham exortado a Ordem dos Médicos para estes factos em Agosto de 2013.
Naquela altura, a Ordem dos Enfermeiros aconselhava os seus membros a reportarem,  “sempre atendendo ao dever de sigilo”, sobre “situações em que o(a) médico(a) de prevenção, e que decorrente desta situação não se encontre em presença física, forneça indicações telefónicas relativamente à administração de terapêutica - sem prescrição formal - sem que se desloque à unidade de saúde para proceder a um exame físico/objectivo do cliente e da sua condição de saúde/doença.
O CDR compromete-se a proceder à recolha e tratamento de todas as informações obtidas e, se necessário, agir em conformidade”.
A Ordem dos Médicos terá compreendido a denúncia dos enfermeiros, mas passado este tempo parece continuar tudo na mesma, segundo estes.
Em carta enviada ontem à Ordem dos Médicos dos Açores, a Ordem dos Enfermeiros escreve o seguinte:
“Considerando a Tomada de Posição por nós assumida e divulgada a 12 de Agosto de 2013 no que diz peito à “Prescrição de Terapêutica por Via Telefónica” (que se anexa);
Considerando que a 03 de Julho de 2014 foi solicitada pela Direcção Regional da Saúde dos Açores a divulgação da referida Tomada de Posição em todas as unidades de saúde públicas da RAA;
Considerando que, pela informação que a SRRAAOE pôde apurar, no terreno os procedimentos médicos não sofreram alterações significativas;
Considerando recentes tomadas de posição públicas por parte da Ordem dos Médicos relativamente à prática de teleconsultas (que se anexam);
Vimos, por este meio, alertar para o facto de existir uma incongruência grave entre o que a Ordem dos Médicos tem defendido e o que se tem constatado, por via das Visitas de Acompanhamento do Exercício Profissional por nós realizadas ao longo deste mandato: de que a prática médica maioritariamente vigente na Região Autónoma dos Açores (RAA) não se coaduna com o exposto anteriormente”.
Neste sentido, a Ordem dos Enfermeiros exorta a Ordem dos Médicos que “assuma e cumpra” a posição da Ordem a nível nacional.
“Por outras palavras, consideramos que estão reunidas as condições para o Conselho Médico da RAA ajuizar sobre a prescrição de terapêutica por via telefónica e a não observação/ exame presencial do doente”, escrevem os enfermeiros, acrescentando que, “pelo exposto, goradas as primeiras tentativas de debelar este problema e num sentido de estreita colaboração entre as duas associações profissionais em questão, vimos, por este meio, solicitar a V. Exª., que no âmbito dos poderes regulatórios delegados pelo Estado Português na Ordem dos Médicos, o Conselho Médico da RAA actue em conformidade com as atribuições e competências estatutárias e regulamentarmente definidas”.
E termina: “Recordamos que a SRRAAOE pretende resolver este assunto antes que a situação ultrapasse os limites do razoável e que qualquer cidadã(o) Açoriana(o) sofra directa ou indirectamente com este problema. Antes que o mesmo assuma proporções que levem à necessidade de intervenção de instâncias superiores.
Acreditamos, dadas as manifestações públicas de V. Ex.ª, que estas pretensões são comuns ao Conselho Médico da RAA.
O CDR da SRRAAOE mostra-se, desde já, disponível para colaborar e dialogar com o Conselho Médico da RAA e com os restantes intervenientes e responsáveis nesta matéria, com vista à prossecução deste entendimento.

Médicos vão analisar o problema

A Ordem dos Médicos recebeu a carta dos enfermeiros ontem à tarde e garantiu ao nosso jornal que a vai analisar e só depois irá reagir.
Ao que constatamos, os médicos terão sido surpreendidos com esta nova carta.
Em Agosto de 2013 os enfermeiros já tinham comunicado à Ordem dos Médicos que tinham já realizado “Visitas de Acompanhamento do Exercício Profissional a unidades de saúde de 7 das 9 ilhas que compõem a Região Autónoma dos Açores. Em alguns casos, colegas enfermeiro(a)s, veicularam a informação da necessidade de contactar telefonicamente o(a) médico(a) que se encontra de prevenção, que não se encontra fisicamente na unidade de saúde e que não se desloca à mesma para proceder a um exame físico/objectivo do cliente e da sua condição de saúde/doença, dando indicações telefónicas, nomeadamente, no que concerne à administração de terapêutica.
Tais situações, a ocorrerem, constituem-se como potencialmente e atentatoriamente gravosas para a segurança e a qualidade dos cuidados de enfermagem prestados à população”.
Na carta que voltaram a enviar ontem aos médicos, os enfermeiros falam “na salvaguarda dos interesses da população Açoriana no que diz respeito ao rigor, devida segurança e qualidade que se exige ao Serviço Regional de Saúde dos Açores – e que tanto a Ordem dos Médicos como a Ordem dos Enfermeiros são máximas defensoras – vimos, por esta via, solicitar a V. Ex:ª que o Conselho Distrital do Conselho Médico da Região Autónoma dos Açores da Ordem dos Médicos assuma e cumpra a posição assumida pela Ordem dos Médicos, tal como o Presidente do Conselho Regional do Norte (Dr. Miguel Guimarães)”.

Prejuízos da SATA poderão ultrapassar os 20 milhões de euros

sata-internacional1As previsões iniciais eram de 19 milhões de euros de prejuízo no fecho de contas de 2014, mas o mais provável é que este valor seja ultrapassado, sobretudo se forem levados em conta os juros da dívida financeira, que em 2013, em termos consolidados, rondaram os 6,4 milhões de euros - disse ao nosso jornal uma fonte da empresa.
Numa entrevista concedida no passado fim de semana a “Dinheiro Vivo”, o Presidente da SATA confirmou que “ao mesmo tempo houve uma degradação da tarifa média que trouxe um diminuição de receita”, o fecho de contas de 2014 aponta para “179 milhões de euros de dívida, dos quais 50 milhões são financiamentos estruturados e definidos para a aquisição da frota da Air Açores. Os restantes 129 milhões decorrem da atividade normal da empresa que foi gerando dívida, e em que uma parte resultou da necessidade de compensar com financiamentos créditos vencidos”.
As contas do ano passado e dos anos anteriores estão a ser passadas a pente fino pelos auditores do Tribunal de Contas, que estão na fase de audições aos responsáveis da SATA, acrescenta ao nosso jornal a mesma fonte.
Bem se pode dizer que o último ano terá sido o “annus horribilis” da companhia, em que se acumularam vários prejuízos, sobretudo com quase todas as rotas a atingirem o vermelho, à excepção de Lisboa.
Seguiram-se os problemas com os aviões e, agora, a chegada da concorrência com os voos low cost.
É neste cenário que a SATA vai ter que se reestruturar, sendo quase certo que vai ter que ser capitalizada.
O plano de reestruturação, que foi divulgado há cerca de dois meses no meio de grande polémica, revela que a dívida do Governo Regional, pelo incumprimento das indemnizações compensatórias, já vai em mais de 50 milhoes de euros, a somar aos juros vencidos, que ultrapassam os 7 milhões.
A juntar a esta atraso do Governo Regional, há ainda uma dívida de 9 milhões de euros, derivada do contrato de gestão dos aeródromos do Corvo, Graciosa, Pico, São Jorge e Flores, finalizando com outra dívida comercial de 2 milhões por serviços de transporte de saúde.
É devido a esta falta de caixa, que a SATA enviou a semana passada uma carta a centenas de fornecedores, pedindo a “compreensão” neste momento de dificuldades e, de certo modo, dando a entender que fossem revistas as dívidas.
Entretanto, na referida entrevista a “Dinheiro Vivo”, Luis Parreirão revela que vai haver uma forte redução de pessoal até 2020, mas vincando que não será pelo lado dos despedimentos.
“Temos um objetivo claro de redução de custos fixos, sem pessoal, em 12,5%. A redução de custos alcança-se de várias formas e uma parte também tem que ver com pessoal. Mas sempre dissemos e mantemos que não haverá despedimentos. Aquilo que temos previsto é uma redução muito significativa, que fique no limiar da não contratação de funcionários sazonais. Entre as 1300 pessoas que empregamos também há uma percentagem elevada de contratados a prazo e prevemos que haja algumas não renovações. Além disso, temos cerca de 60 a 70 pessoas entre os 60 e os 65 anos e em que a ida para a reforma não se traduzirá na admissão de novas pessoas”, explica o Presidente da companhia.
Ou seja, uma redução de pessoal entre 15 e 20% do quadro médio, até 2020.
Luis Parreirão esclarece que a SATA não pretende sacrificar as suas operações normais com esta reestruturação, dizendo que “até final do ano, operámos a SATA Internacional com oito aeronaves e o nosso plano refere cinco. Claro que isso terá implicações nas pessoas que aqui trabalham, mas já deixámos claro às organizações sindicais que não serão feitos despedimentos. É como uma fábrica que produz uma tonelada de pregos, se passa a produzir metade obviamente que não precisa das mesmas pessoas. Na SATA Air Açores operamos com seis aviões e redimensionamos para cinco, agora estamos a trabalhar para pôr um fora dos Açores. Estamos também a desenvolver um programa de redução dos gastos com combustível e acreditamos que os custos baixem 2%”.

Vodafone não investe nos Açores por causa do cabo submarino

Mario Vaz CEO Vodafone Portugal 1A Vodafone está apostada em “romper o duopólio que existe no fixo” entre a PT e a NOS, investindo neste sector das telecomunicações em todo o país.
Mário Vaz, Presidente da Vodafone Portugal, explicou ao jornal “Expresso” que a empresa vai investir 500 milhões de euros entre 2014 e 2016, com grande parte deste investimento a ser dirigido para o desenvolvimento da rede fixa.
De acordo com o semanário, a Vodafone concluiu, no mês passado, a cobertura de 1,6 milhões de casas com fibra, e passou a oferecer, a partir desta semana, em todo o território continental, um pacote de televisão, internet e voz, que não possuía anteriormente.
Em 2016 a empresa conta ter 2 milhões de lares cobertos com fibra óptica.
De fora ficam as Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira e Mário Vaz explica porquê:
“Preços proibitivos” cobrados pela PT Portugal pelo uso dos cabos submarinos.
É esta a causa principal e não é a primeira empresa que se afasta dos Açores devido à política tarifária praticada pela PT.
“É um problema antigo”, sublinha Mário Vaz, “a PT pratica preços de interligação que não são adequados. Atendendo aos encargos com o cabo submarino torna-se inviável a prestação de serviços de televisão nas ilhas. Tem de ser o regulador a impor condições de acesso diferenciadas das que existem hoje. Esperamos que a decisão esteja a andar e chegue em breve”.
É assim que os Açores ficam de fora deste investimento, um dos mais modernos em fibra óptica, em que, para além da convergência - televisão, internet e voz - a Vodafone continua  apostar no móvel.
Esta não é a primeira queixa contra os preços praticados pela PT no cabo submarino.
A NOS também tem apresentado inúmeras queixas junto da ANACOM contra as tarifas de aluguer, estando este regulador a apreciar, já há algum tempo, toda a situação, sendo provável que apareça uma decisão que obrigue a PT a baixar os preços.
Miguel Almeida, Presidente da NOS, queixou-se do mesmo há uns meses, declarando que os Açores eram prejudicados por este critério da PT.
“Não é possível chegar à Madeira e aos Açores sem ser por cabos submarinos. 20% das receitas e mais de 100% da margem da NOS serão para pagar o cabo submarino da PT em 2015”, denunciou então o Presidente da NOS.
“Cinco milhões de euros é a nossa estimativa de pagamento à PT por um cabo submarino, um investimento que foi pago em 80% por fundos públicos, no final dos anos 80”, afirma Miguel Almeida.
E sobre este assunto, revela: “Isto é um problema. Estou perante um dilema: ou aceito que a NOS Madeira tem resultados negativos e tem serviços em condições ou penso apenas na empresa e não nos nossos clientes e não invisto na banda larga, e, se assim for, os madeirenses terão serviços inferiores aos continentais. Não me parece aceitável. A Madeira tem de receitas 25 milhões de euros”.
Miguel Almeida dá o exemplo da Madeira, mas diz logo a seguir que “o mesmo se aplica aos Açores”.
“Os cabos são mais baratos para o Brasil e para África”, acrescenta.
Perante este coro de críticas, em Dezembro passado a ANACOM anunciou que iria intervir, mas até agora desconhecem-se quaisquer avanços.
O sentido provável de decisão do regulador será publicado “muito brevemente, provavelmente até ao final do ano”, disse então ao Diário Económico João Confraria, administrador da Anacom.
“Vamos intervir nos preços dos circuitos alugados de acesso aos cabos submarinos na Madeira e nos Açores e vamos fazê-lo muito rapidamente”, afirmou o responsável.
O sentido provável de decisão do regulador - que, na prática, é uma decisão definitiva - vai “alargar o objecto da regulação e baixar o preço actualmente cobrado pela PT”, acrescentou João Confraria.

Um monopólio da PT prejudicial à Região
Este negócio da exploração do cabo submarino pela PT é uma polémica que se arrasta há vários anos, prejudicando os Açores, pelo que se espera rapidamente uma decisão do regulador.
A PT, para além de explorar em monopólio o cabo submarino, impondo tarifários caríssimos aos concorrentes, também explora a distribuição do sinal de televisão na região, pagando a RTP mais de 1 milhão de euros por ano só por este serviço.
Neste negócio, a PT pagou apenas metade por todos os transmissores e restransmissores espalhados pelas ilhas (o que a RTP-A já pagou à PT durante estes últimos anos, dava para uma televisão nova e ainda uma nova rede de distribuição).
Os Açores pagaram, com a comparticipação da União Europeia, 21 milhões de euros pela instalação do cabo submarino há várias dezenas de anos.
A PT investiu apenas 5 milhões, mas ficou com a totalidade do negócio.
Só para termos uma ideia da factura, a utilização do cabo submarino pelas outras operadoras custa 30 vezes mais do que o praticado por outros cabos internacionais, incluindo o que a PT cobra pelo circuito entre Lisboa e Londres, que é mais curto.
Os deputados do PSD à Assembleia da República, Mota Amaral e Joaquim Ponte, já se queixaram, também, em requerimento parlamentar contra esta situação.
“A baixa das tarifas iria certamente permitir uma baixa dos preços dos serviços de telecomunicações, tão necessários na Região Autónoma dos Açores”, afirmam, acrescentando que “tendo mudado a equipa do Ministério da Economia, com proclamados intuitos de dinamização da concorrência empresarial, impõe-se insistir em questões de interesse nacional e regional”.

 

“Não temos dinheiro para pagar ordenados”

casa do povo ribeirinhaCasas do Povo com a corda ao pescoço...
Há várias Casas do Povo em S. Miguel que estão a atravessar problemas graves de tesouraria, algumas delas já sem dinheiro para pagar ordenados este mês.
“Este mês não sei como vou pagar os ordenados e já gastamos as reservas todas desta instituição”, alerta ao “Diário dos Açores” a Presidente da casa do Povo da Ribeirinha, concelho da Ribeira Grande, uma das que se encontram em pior situação.
Hirta Tavares afirmou-nos que este problema já se arrasta desde Maio do ano passado, “com inúmeras reuniões  e apresentação dos problemas às autoridades da segurança social, mas continua tudo na mesma”.
À semelhança da casa do Povo da Ribeirinha, estão muitas outras desta ilha, com os mesmos problemas de financiamento, nomeadamente Lomba da Maia e Fenais d’Ajuda.
Estas instituições têm a funcionar nas suas instalações várias valências, como ATL’s, creches, Centros de Dia e ainda cedem instalações a outras instituições regionais.
Até 2013 as Casas do Povo recebiam comparticipações do Governo Regional para financiar essas actividades e ainda pagar despesas correntes, como água, luz, combustíveis, etc.
Depois disto o governo alterou o regime, passando a pagar 93 euros por cada criança afecta às valências das instituições, ficando à responsabilidade das Casas do Povo todas as despesas e ainda a alimentação.
“É mais do que óbvio que não dá para pagar tudo”, dizem-nos os dirigentes daquelas instituições, “e a segurança social sabe disso, mas vai dizendo que hão-de resolver”.
Até agora as Casas do Povo foram avançando com reservas próprias das suas finanças, como o caso da Ribeirinha, que já gastou mais de 6 mil euros, esgotando tudo o que tinha.
“Neste momento tenho uma funcionária do ATL de férias e nem pude pagar o respectivo subsídio”, diz-nos a Presidente da Casa do Povo da Ribeirinha.
Para além de dois funcionários na instituição, há ainda mais quatro, entre professoras e ajudantes, nos ATL’s, para além das responsáveis por 40 crianças nesta instituição.
“As únicas receitas são os protocolos com a segurança social, apoios da Câmara Municipal e as quotas dos sócios, à volta dos 600 euros”, explica.
A instituição disponibiliza gabinetes à segurança social uma vez por semana, para além de assistentes sociais e outros organismos oficiais, sem que paguem por isso.
Noutras instituições vive-se situação semelhante, tendo sido dito ao nosso jornal por uma fonte da Lomba da Maia, que naquela Casa do Povo há funcionários que recebem o mesmo vencimento há vários anos, sem que nunca mudem de escalão.
As verbas são escassas e muitas Casas do Povo estão a cortar nas actividades.
Foi neste sentido que as Casas do Povo do concelho da Ribeira Grande se reuniram  esta semana com o Presidente da Cãmara deste concelho, para lhe expor a situação.
Alexandre Gaudêncio mostrou-se disponível para “demonstrar essa preocupação junto da Secretaria Regional da Solidariedade Social e os constrangimentos que os atrasos nas transferências estão a provocar”, referiu.
Neste encontro, o edil ribeiragrandense assegurou que a autarquia “vai manter em 2015 o valor dos apoios definidos em 2014 para as Casas do Povo, montante esse que mantém o aumento de 25% em comparação com o de 2013”, verba que se destina, sobretudo, para fazer face às despesas correntes.
Alexandre Gaudêncio anunciou ainda que é intenção da Câmara da Ribeira Grande avançar com a criação Conselho Local de Economia Social até ao final do primeiro semestre deste ano, definindo também que vão ser reforçados os convívios para idosos.
No final da reunião foi assinado o protocolo com as casas do povo da Ribeira Grande, Ribeirinha, Lomba da Maia, Porto Formoso, Fenais da Ajuda e Pico da Pedra.