Reputação do destino Açores aumentou no ano passado

lagoa do fogoA reputação do destino Açores, na sua globalidade, cresceu em 2016 em relação ao ano anterior, de acordo com um relatório que teve por objectivo analisar a “pegada digital” deixada pelos turistas que visitaram a região no ano passado.
Foi, no entanto, um crescimento “ligeiro”, tendo o índice de satisfação dos visitantes passado de 87,6% em 2015 para 88% em 2016.
Os números foram apresentados ontem por José Maia, da GMT Hospitality, na Bolsa de Turismo de Lisboa, e são o resultado do estudo “Destino Açores: Quem é o Turista e o que diz de nós” que analisou o rasto que os visitantes deixaram sobre os Açores em 175 websites de 45 idiomas, desde redes sociais, a sites de avaliação ou ‘online travel agencies’.
O objectivo, segundo afirmou José Maia, passa por aprender sobre os atributos dos recursos açorianos e “focar a atenção, na melhoria dos serviços produtos e na comunicação ao turista na altura da promoção”. Outro grande objectivo, acrescentou, “é a monitorização ao longo do tempo dos vários recursos”.
De acordo com o responsável da GMT, para a concretização do relatório, encomendado pelo Governo Regional dos Açores, foram recolhidas avaliações de turistas em de mais de 100 mil publicações sobre os recursos dos Açores, nomeadamente estabelecimentos de restauração, alojamento, animação turística, património natural e património cultural.

Património cultural e património natural

Segundo os dados ontem divulgados, a área do património cultural dos Açores (como é o caso dos museus) teve uma performance abaixo da média de 88% do destino Açores, tendo sido registado um índice de satisfação dos visitantes de 85.1%.
Os aspectos com melhor avaliação nesta vertente foram o estado de conservação do património cultural na região, a variedade e a quantidade dos conteúdos. Com pior avaliação surge a mediação. “A mediação é a nossa prioridade, sendo muito relevante e algo que podemos trabalhar”, referiu José Maia.
Quanto ao património natural, em 2016 mais de 90%  das avaliações efectuadas foram positivas. Nesta área, a vista e envolvente não receberam qualquer menção negativa, sendo que, para além disso, o staff, a limpeza e a consciência ambiental dos conteúdos e práticas foram os aspectos com maior percentagem de menções positivas online pelos visitantes.
Segundo o mesmo estudo, na vertente do património natural a língua estrangeira, “quer pela indisponibilidade do seu domínio pelo staff, quer pela indisponibilidade de material informativo”, foi o único atributo abaixo dos 90% de menções positivas.


Animação turística com 97% de satisfação

O estudo revela ainda que, no ano passado, a área da animação turística na região teve um índice de 96.9% de satisfação, por parte dos visitantes, sendo que as competências técnicas, a segurança e a relevância e interesse das actividades promovidas foram os aspectos que mereceram destaque pela positiva.
Ainda na animação turística, José Maia referiu que “a comunicação prévia ao serviço, o preço e a consistência ambiental demonstrada no serviço são os atributos com maior peso de menções negativas”, segundo a análise da pegada digital dos visitantes dos Açores em 2016.

Restauração nos Açores com performance “mais modesta”

No estudo “Destino Açores: Quem é o Turista e o que diz de nós”, a restauração surge com uma avaliação “mais modesta”, referiu José Maia, com um índice de satisfação inferior à média global (84,5%).
De acordo com o estudo, os turistas que visitaram os Açores deixaram mais comentários online sobre a comida, serviço, staff e instalações dos restaurantes.
Com melhor avaliação, surge a localização dos estabelecimentos de restauração, o staff e a bebida. A limpeza, a segurança e os lavabos surgem, na análise, com a “maior percentagem de menções negativas”.

Internet, segurança e instalações sanitárias com pior avaliação no alojamento

Também o sector do alojamento teve uma performance abaixo a média da região, com um índice de satisfação de 85.4%. Nesta área, os aspectos mais comentados online pelos visitantes são a alimentação e bebidas, as instalações dos estabelecimentos e a unidade de alojamento.
Ainda na análise dos comentários realizados sobre o alojamento nos Açores, verifica-se que os hóspedes deram melhor avaliação ao staff, localização e instalações dos espaços e atribuíram uma pior performance à internet ou outra tecnologia ao dispor do hóspede, à segurança e às instalações sanitárias das unidades de alojamento.

São Miguel atrás do Pico e Faial na avaliação do alojamento

O estudo realizado pela GMT Hospitality revela ainda que as ilhas que obtiveram melhor performance, ao nível do alojamento, em 2016, foram o Pico (89.4%), Faial (85.8%) e São Miguel (85.6%).
As melhores classificações de alojamento vão para o turismo em espaço rural e turismo de habitação (ambos com 92% de satisfação) e para o alojamento local (88% de satisfação).
Apesar de a maior ilha do arquipélago ficar, de acordo com o estudo, em terceiro lugar, é em São Miguel, nomeadamente nas Furnas, que encontramos 4 dos alojamentos que constam do Top 20 com melhor performance na região.
Nos alojamentos do Top 20, cinco são hostels localizados em Ponta Delgada, oito localizam-se na zona costeira e seis em meio rural.
Ao nível da sazonalidade, nos meses do verão a satisfação decai “ligeiramente” em quase todas as áreas.
José Maia a animação turística e o património natural estão “overperforming” e o património cultural e restauração “underperforming”.
“Estando a maioria das empresas de animação turística açorianas a operar no turismo de natureza, é coerente que os resultados da performance da Animação Turística e DO Património Natural se apresentem próximos. São claramente os recursos em destaque no destino”, referiu José Maia.


Perfil psicográfico do turista que nos visita

Sobre o perfil psicográfico do turista, o relatório da GMT Hospitality revelou que mais de 70% dos perfis dos turistas que deixaram comentários online sobre os Açores enquadram-se em três tipos de personalidade: o introvertido intuitivo apoiado pelo pensamento (“the strategist”), o introvertivo sensitivo apoiado no pensamento (“the examiner”) e o intuitivo pensativo apoiado na intuição (“the engineer”).
O relatório hoje apresentado terá actualizações mensais e trimestrais sobre os vários sectores, disponibilizando ainda um sistema de alertas que irá sinalizar reclamações publicadas online.

Estudo de carácter periódico é “ferramenta inovadora”

Para o Director Regional do Turismo, Filipe Macedo, o relatório é uma “ferramenta inovadora, online, que permite, por um lado, analisar a reputação do destino Açores através da pegada digital que o turista dos Açores deixa, analisando as avaliações e experiências que os visitantes partilham” e, por outro, “identificar as características comportamentais e os traços de personalidade destes mesmos visitantes”.
“O estudo psicográfico permite construir o perfil do turista, transmitindo o conhecimento aprofundado do visitante do destino Açores, organizando em tipologias de personalidade, o que permitirá uma maior assertividade na comunicação do destino nos mercados emissores”, considerou Filipe Macedo, que interveio na apresentação do estudo.
Para Filipe Macedo, o estudo “visa a dotar os parceiros públicos e privados do sector com informação válida sobre as expectativas dos turistas que nos visitam, permitindo nos adaptar, mudar, reformular e inovar a oferta de produtos e serviços que comercializam”.

Casas dos Açores alerta para necessidade de não se ceder a “tentações de lucro fácil”

Gilberto Vieira - btlO Presidente da Casas Açorianas – Associação de Turismo em Espaço Rural afirma ter boas expectativas para 2017, mas alerta para a necessidade de não se ceder a “tentações de lucro fácil”.
O responsável, Gilberto Vieira, salienta que há que “garantir e aperfeiçoar a oferta que faz com que tenhamos visibilidade”.
“A nossa posição neste processo de afirmação do turismo rural nos Açores nunca foi de reivindicação”. Sempre nos pautamos por expor e discutir pontos de vista e projectos que pudessem contribuir para a promoção das unidades nossas associadas e, simultaneamente, do desenvolvimento dos Açores”, referiu o responsável.
Gilberto Vieira considera que o turismo rural e de natureza é uma “âncora fundamental para afirmar o destino Açores”.
O Presidente das Casas Açorianas que conta com 55 unidades associadas em oito ilhas, salientou o crescimento registado na taxa de ocupação em 2016, salientando que “uma boa parte” dos hóspedes são oriundos do território nacional. “No que respeita a estrangeiros, a preponderância é de alemães, espanhóis, holandeses, franceses, norte-americanos, italianos, britânicos, canadianos e suíços”, acrescentou.
O responsável salientou que a “generalidade dos clientes” procura nas Casas Açorianas “sossego, contacto com a natureza e aspectos culturais e vivenciais”, salientando que não são só pessoas de mais idade que procuram os espaços de turismo rural.
“Hácasais jovens, famílias inteiras e também estudiosos que vêm explorar aspectos mais ou menos específicos do habitat natural e etnográfico do mundo rural açoriano”, salientou.
Gilberto Vieira falava à margem da apresentação de uma série de programas televisivos, intitulada “Casas Açorianas – Repertório de Vivências”, que resulta de uma parceria entre esta associação, a RTP-Açores e a SATA. O projecto, que irá para o ar em Abril, vai retratar a realidade rural açoriana, associada à actividade turística, tendo por base vivências tradicionais das várias ilhas.
A empresa de transporte aéreo SATA irá exibir a bordo dos seus aviões compactos destes programas, como forma de promover e divulgar o destino Açores.

Governo destaca integração dos Açores na discussão pública da Estratégia Turismo 2027

marta guerreiro laboratorio turismo1A Secretária Regional da Energia, Ambiente e Turismo destacou ontem a importância do Laboratório Estratégico de Turismo, enquanto iniciativa de discussão pública que permitirá recolher contributos da Região para a Estratégia Turismo 2027, com a inclusão dos Açores no debate participativo a nível nacional.
“Iniciativas como este Laboratório são muito importantes no que diz respeito a um planeamento atento às tendências e que envolva todos os agentes – públicos e privados – num debate amplo, com a perspectiva de garantir o futuro do sector turístico num pensamento que se concretiza a partir do presente”, afirmou Marta Guerreiro, que falava, em Ponta Delgada, na abertura do Laboratório Estratégico de Turismo, promovido em coordenação com o Turismo de Portugal.
Marta Guerreiro adiantou que pretende ter concluída em 2017 a revisão do POTRAA – Plano de Ordenamento Turístico da Região Autónoma dos Açores, “em articulação com as entidades públicas de âmbito local, com os parceiros do sector e as áreas transversais ao turismo, como as do ambiente, da agricultura e do mar”.
Para além deste Plano, destacou também o PEMTA – Plano Estratégico e de Marketing do Turismo dos Açores como “um instrumento fundamental para a abordagem que será feita ao sector nos próximos anos, tendo como objectivo a manutenção de políticas ambientais e turísticas conciliatórias com práticas que salvaguardem a identidade” açoriana.
Num balanço do sector em 2016, a titular da pasta do Turismo manifestou satisfação por terem sido atingidas 1,4 milhões de dormidas entre Janeiro e Outubro, representando um crescimento de 22% face igual período de 2015, e destacou os proveitos totais na hotelaria tradicional, com um crescimento de 31,4% em termos homólogos, correspondendo a 65 milhões de euros até Outubro de 2016.
Ainda sobre os dados do sector no ano passado, os residentes em Portugal representaram cerca de 564,3 mil dormidas e os estrangeiros atingiram 843,9 mil dormidas nos Açores, correspondendo a um acréscimo homólogo de 19,6% e 23,1%, respectivamente, com destaque para os EUA e Espanha, com crescimentos na ordem dos 58% e 50%.
À luz de iniciativas como este Laboratório, a Secretária Regional assegurou o empenho em manter “intenso diálogo com todos os agentes do sector”, dando continuidade à política de proximidade iniciada em Dezembro nas ilhas do Pico e do Faial.

Actividades ‘outdoor’ em destaque no stand dos Açores da Bolsa de Turismo de Lisboa

BTL 2017“Todos os trilhos vão dar aos Açores” é o tema deste ano do stand açoriano na Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL), que decorre entre 15 e 19 de Março.
Com a presença na feira, o Turismo dos Açores “pretende consolidar a transição do posicionamento na promoção da oferta turística dos Açores”.
“Tendo como objectivo a valorização deste activo único, o Turismo dos Açores tem vindo a trabalhar para que a região seja considerada um destino de paisagens e que proporcione, aos seus visitantes, experiências únicas com especial enfoque nas actividades relacionadas com a natureza”, sublinha a organização em nota de imprensa.
O Presidente do Turismo dos Açores destaca, citado na mesma nota, que “a BTL é o evento de referência no sector do turismo em Portugal, pelo que continuamos a apostar na nossa presença de forma sustentada como um dos principais destinos turísticos nacionais.”
Sobre o programa do Turismo dos Açores para o evento, Francisco Coelho salienta que foi organizada “uma agenda que envolve mais de 30 momentos capazes de destacar o que de melhor tem a nossa região, demonstrando aos visitantes a experiência que é conhecer uma das nossas nove ilhas.”
Dos eventos organizados pelo Turismo dos Açores durante a BTL, destacam-se a acção de demonstração da construção de pranchas de surf em criptoméria, de 17 a 19 de Março no Centro Comercial Vasco da Gama; a corrida “Free Running Azores” no dia 18 de Março às 10h30, num percurso de 10km no Parque das Nações; uma acção de promoção com a presença de vários actores, vários momentos de degustação de produtos regionais e de animação musical, um Photo Booth e um jogo que dará aos visitantes a possibilidade de ganhar prémios como viagens ou ofertas em alojamentos. Os visitantes do stand dos Açores poderão ainda experienciar uma ida aos Açores, através do trilho e dos óculos virtuais disponíveis no local.
Para o Turismo dos Açores, de entre todas as regiões de Portugal, os Açores estão em destaque, “liderando os crescimentos registados no sector do turismo. Reflectindo o grande desenvolvimento que o sector tem tido, em 2016 a hotelaria açoriana registou 1.543.588 dormidas o que representa um aumento de 21,1% relativamente ao período homólogo, crescimento este que se verificou generalizadamente em todos os mercados de turistas que visitam os Açores”.
Para o incremento verificado nas dormidas, destacam-se países como os EUA, Áustria, Holanda, Suíça, Espanha e Itália, todos com aumentos acima dos 20%. Não deixando de referir a Alemanha com 19,1%, mercado que muito tem contribuído nos últimos anos para o crescimento dos Açores.
No que toca ao número de hóspedes, o crescimento também foi a nota dominante em 2016 relativamente ao período homólogo, com os EUA a liderarem destacadamente com 51,3%, seguidos de Espanha, Áustria e Itália, todos com aumentos acima dos 30%.

“Sector do Turismo continua a gerar grande confiança junto dos empresários”

vitor fragaO Secretário Regional do Turismo e Transportes afirmou sexta-feira, na Ribeira Grande, que o sector do turismo “continua a gerar grande confiança” junto do tecido empresarial dos Açores.
Segundo nota de imprensa emitida pelo Gabinete de Apoio à Comunicação Social (GaCS), Vítor Fraga, que falava durante uma visita às obras de construção do empreendimento turístico Santa Bárbara Beach & Mountain Villas, salientou que “existem vários processos de intenção de avançar com projectos deste tipo, devidamente enquadrados, potenciando o desenvolvimento de produtos turísticos que já existem, tirando partido desses produtos turísticos e adaptando as unidades de alojamento à prática desses produtos, que é sem sombra de dúvida uma grande mais-valia”.
O titular da pasta do Turismo frisou que “é um objectivo claro, que consta do programa do Governo”, potenciar mais investimentos nesta área e assim apoiar o desenvolvimento de unidades que se associem a produtos turísticos específicos, nomeadamente na área do mar, que “possam tirar partido e acrescentar valor à oferta turística, no sentido de captar mais fluxos turísticos para a Região”.
Para Vítor Fraga, este tipo de empreendimentos enquadra-se no que considera ser fundamental para o sector do turismo, que é “apostar claramente na qualificação e na valorização da oferta”.
Nesse sentido, salientou que o Santa Bárbara Beach & Mountain Villas “tem a mais-valia de defender aspectos ambientais de uma forma muito firme, de utilizar materiais endógenos da Região na sua construção e de fazer um enquadramento com produtos turísticos âncora que temos aqui nos Açores e que são todos ligados a aspectos da natureza, com a matriz que nos caracteriza, que é uma matriz de natureza”.
Por essa razão, considerou que este empreendimento assume um carácter “muito importante, no que concerne à qualificação e à valorização da oferta, enquadrando-se na estratégia que o Governo dos Açores tem definida para o desenvolvimento do sector”, que passa por “potenciar e valorizar aquilo que temos de melhor, criando valor em toda a cadeia do turismo, triando partido das características inigualáveis que a Região tem para a prática das mais diversas actividade”.