Embaixador da Alemanha aponta clima e natureza como factores de atracção de turistas do seu país

turismo-aeroportoO embaixador da Alemanha em Portugal, Helmut ElfenKampe, afirmou ontem, em Ponta Delgada, que o clima e as oportunidades de contacto com a natureza são factores especialmente atractivos para a visita de turistas do seu país aos Açores.
“Os Açores são, para muitos alemães, uma região interessante porque têm uma mistura de bom clima durante todo o ano, oferecem a possibilidade de se fazer desporto e de estar perto da natureza”, frisou o diplomata alemão, em declarações aos jornalistas no final de uma audiência com o presidente do Governo Regional, Carlos César.
Para o embaixador alemão, o bom clima e a possibilidade de contacto com a natureza constituem “elementos que cativam os alemães que vão para férias”.
Questionado sobre a aposta do Governo Regional no mercado alemão para a captação de turistas, Helmut ElfenKampe reconheceu que se tem verificado uma tendência nesse sentido.
No encontro com o presidente do executivo açoriano, o diplomata alemão disse também ter tratado de questões relacionadas com a situação económica europeia e portuguesa, sublinhando o “impacto positivo” da cooperação existente entre os dois países.
Nesse sentido, destacou as consequências positivas para economia nacional do aumento das exportações para o mercado alemão.

Berta Cabral propõe roteiro das fajãs de S. Jorge para aproveitar potencial turístico da ilha

BERTA CABRAL BISCOITOS SJ 1A líder do PSD/Açores, Berta Cabral, anunciou a criação de um roteiro turístico das típicas fajãs da ilha de São Jorge se os sociais-democratas vencerem as eleições de Outubro para o Parlamento açoriano.
A candidata do maior partido da oposição à presidência do Executivo açoriano nas legislativa regionais alegou que a criação do roteiro das fajãs – socalcos localizados na base da cordilheira montanhosa daquela ilha do Grupo Central do arquipélago - se revela uma forma de por o seu “enorme potencial” ao serviço do desenvolvimento do sector turístico.
Em declarações aos jornalistas na Fajã dos Vimes, a dirigente social democrata precisou que o roteiro que propõe será constituído por uma “rede de casas para alojamento de turismo da natureza, associada a trilhos pedestres, com vivências ligadas às tradições, festas, artesanato e culturas naturais destes microclimas que são as fajãs de São Jorge”.
Berta Cabral classificou as fajãs de S. Jorge como “dádiva da natureza”, sublinhando tratarem-se também de espaços em que se cultivam “produtos que não se encontram em mais nenhuma parte da Europa”, como é o caso do café, na Fajã dos Vimes.
A líder do PSD/Açores considerou também que o turismo é um “sector estratégico” para do desenvolvimento de S. Jorge, garantindo as casas de alojamento de natureza que perspectiva para as fajãs terão por base a recuperação de imóveis já existentes, cuja traça será salvaguardada.

VI Entronização Chá Porto Formoso reúne Confrarias Gastronómicas regionais e nacionais

Ch-Porto-FormosoA VI Entronização da Confraria do Chá Porto Formoso terá lugar no próximo dia 21 de Abril, pelas 15h30 na Fábrica de Chá Porto Formoso. Este ano, para testemunhar a entrada dos novos Confrades, que se irão associar à meia centena dos já existentes, marcarão presença representações de várias Confrarias Gastronómicas regionais e nacionais.
Confrarias como a Confraria do Queijo de S. Jorge, Vinho Verdelho dos Biscoitos, Confraria Gastronómica da Madeira, Confraria Atlântica do Chá e Confraria da Chanfana de Vila Nova de Poiares irão associar-se a Confrarias locais como a da Sopa, a do Ananás e a dos Gastrónomos dos Açores, nesse evento que tem como principal objectivo defender os produtos regionais e a gastronomia tradicional.
Os novos Confrades irão receber o traje e a insígnia da Confraria e assumirão o compromisso de defender a cultura do Chá e o hábito da sua degustação. Haverá também lugar a um discurso de sapiência proferido por Madalena Carrito, Presidente da Federação Portuguesa das Confrarias Gastronómicas. Este ritual será finalizado com um chá convívio.
Ao final da tarde terá lugar a inauguração da Exposição, “Chá em S. Miguel – Cultura e Vivências”, na qual se envolveu na organização e dinamização, em parceria com o Museu Carlos Machado. Esta Exposição estará patente ao público até dia 22 de Julho de 2012, com informação privilegiada sobre o chá, cultura tradicional, tão peculiar e única na Europa.
O dia será finalizado com um jantar convívio, que terá o chá como ingrediente principal, desde as entradas, aos pratos principais e sobremesas..
A confraria do Chá Porto Formoso é uma associação cultural sem fins lucrativos que tem vindo a reunir estudiosos, apreciadores e amigos do Chá que valorizam este produto tradicional. Tem como principais linhas de acção, a promoção de eventos que valorizam o Chá, nos aspetos gastronómico, turístico, cultural e social.

Dados do turismo na Terceira “continuam a descer”– PSD

O PSD/Terceira alertou ontem para “a contínua descida dos números relativos ao turismo na ilha”, uma realidade “que se vem agravando desde 2008, como se confirma pelos proveitos totais do sector face à realidade regional, com a Terceira a sofrer um decréscimo de 26,3%, e a região a descer 14,2% nos últimos quatro anos”, disse o responsável local pelo partido, António Ventura.
Segundo comunicado de imprensa veiculado pelo PSD/Açores, para este social-democrata, continua a ser “um problema muito próprio da Terceira, e que se continua a verificar este ano, pois comparando também as dormidas por ilha com as variações de Janeiro e Fevereiro de 2011, podemos verificar um acréscimo de 2,2% a nível regional, enquanto a Terceira revela um decréscimo de 19,5%”, explicou.
“Depois de tantos milhões anunciados pelo Governo Regional, ao longo dos últimos anos, a Terceira continua a não valer a sua centralidade numa temática estruturante como é a do turismo”, pelo que se mantém “a ausência da promoção, o elevado preço dos bilhetes e a falta de reconhecimento dessa posição central da ilha. Factores que afectam o desejado desenvolvimento do turismo terceirense”, concluiu António Ventura.

Rabo de Peixe: Governo quer criar erro de 17 milhões para tentar corrigir erro de 9 milhões

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O Governo Regional decidiu lançar o concurso público para as obras de “ampliação, reordenamento e beneficiação do Porto de Rabo de Peixe”, num investimento global de 17 milhões de euros.
A empreitada pretende “garantir melhores condições à comunidade piscatória desta vila do concelho da Ribeira Grande, através de um aumento das facilidades logísticas e da ampliação e reforço da operacionalidade do porto de pescas”.
Essa é a interpretação governativa. Mas basta olhar para a história daquele porto para se perceber que o que está realmente em causa é a tentativa de resolver um erro que foi cometido pelo 1º governo de Carlos César, e que já custou cerca de 9 milhões de euros.
Na realidade, este é um caso flagrante de oposição entre políticos e a população. O projecto vem do tempo dos governos do PSD, quando era secretário regional da Agricultura e Pescas Adolfo Lima. A sua proposta de localização foi de imediato rejeitada pelos pescadores, que garantiam que a operacionalidade do futuro porto, a ser construído daquele modo, seria fortemente prejudicada. As reuniões foram em geral inconclusivas, com o governante a apresentar sucessivamente novas alternativas.
Quando o PS ganhou as eleições, o tom mudou. E a partir de determinada altura, o Governo parece ter decidido avançar com o porto, quer os pescadores quisessem, quer não. Era secretário da Agricultura e Pescas Fernando Lopes. E apesar da oposição declarada de todos os pescadores locais, tendo apenas a concordância da associação Porto de Abrigo, o Governo avançou com a obra no local actual.
O resultado foi o que os pescadores previam: uma desgraça. E se antes conseguiam sair para a faina com ondas até 4 metros de altura, a partir de agora com mais de 2,5 metros já não podiam sair para o mar. Aliás, em situações de mau tempo mais cavado, é mesmo um perigo ter um barco naquela enseada. E aquele porto é talvez aquele que é mais banhado do mundo, por cima, pelas ondas do mar...
Qual foi o erro? A localização, como sempre disseram os pescadores. É que aquela enseada tinha uma espécie de “corredor”, que abrangia a zona mais funda da baía, e que permitia as manobras com o tempo mais difícil. Acontece que o porto foi construído exactamente por cima desse “corredor”, inviabilizando definitivamente a mais-valia com que a natureza havia dotado aquela baía – aliás, a própria razão de ser do desenvolvimento daquela comunidade piscatória.
A solução dos pescadores limitava-se a construir o porto numa zona mais saída.
Quando nesta legislatura o Governo começou a anunciar que iria voltar a investir naquele porto, as vozes dos pescadores fizeram-se também ouvir. Desta vez, no entanto, o próprio Presidente reconheceu que era necessário escutá-los. A questão é se desta vez eles deveriam ser os únicos a ser ouvidos.
Não se sabe ao certo qual é a solução encontrada, mas tudo indica que se trata de fazer um “contra-molhe”, que eventualmente irá melhorar a funcionalidade do porto. Alegadamente. Porque, na realidade, ele irá representar a morte de outra das principais potencialidades daquele local: a prática de surf e, consequentemente, o turismo.
Não são muitas as vilas do mundo que se podem dar ao luxo de organizar competições de surf na sua “baixa”. E também não será o caso de Rabo de Peixe, apesar de, até há apenas 10 anos atrás, reunir todo o potencial para isso.
O facto é que, apesar de se ter perdido aquela que era considerada “a melhor onda de S. Miguel”, ainda restaram duas zonas de surf que mesmo hoje asseguraram o título de “Onda Rainha” da ilha de São Miguel, sendo “o último reduto dos praticantes nos dias em que a ondulação atinge, na costa Norte, tamanho superior a 3 metros”, como se lê num estudo realizado pela Associação SOS Salvem o Surf. “A profundidade da baía origina um canal seguro de acesso à zona de surf. Com efeito, aqui se apanham das maiores ondas surfáveis em São Miguel”.
É por isso que a comunidade de surfistas regionais está de olho nesta obra como se fosse a mais importante onda do mundo. E através das redes sociais, já se começam a movimentar.
A associação SOS Surf chegou mesmo a apresentar uma proposta de alteração daquele porto, que permitisse salvaguardar a vantagem competitiva que aquela baía tem ao nível do turismo, destacando os importantes impactes na vida social da freguesia. Não se sabe se o projecto a teve em conta mas pelas reacções que já se vão lendo, tudo indica que não.
A verdade é que estamos autenticamente perante a construção de um segundo porto naquele local. E não existe suficiente informação para se compreender se houve algum estudo prévio que garatisse que o sector turístico de Rabo de Peixe não será também estrangulado.
Pelo que se sabe, o Governo prepara-se para gastar ainda mais do que o que gastou no primeiro porto, comprometendo definitivamente a conjugação da actividade piscatória com as actividades de lazer.
Será para se arrepender, de novo, mais tarde? Tarde demais?