Pedro Nascimento Cabral quer novo centro de saúde nas Flores

Pedro Nascimento Cabral e Paulo Salema BicudoPedro Nascimento Cabral, candidato à liderança do PSD/Açores, inteirou-se, no passado dia 31 de Agosto, sobre o actual estado do Centro de Saúde de Santa Cruz das Flores, fazendo-se acompanhar de Paulo Salema Bicudo, mandatário da sua candidatura na ilha das Flores, no âmbito da visita programada a todas as ilhas do arquipélago.

“O estado em que encontramos o único Centro de Saúde nas Flores, aqui no concelho de Santa Cruz, é o reflexo de 22 anos de governação socialista, que não oferece as condições essenciais para que a população da ilha das Flores tenha um acesso condigno aos serviços de saúde” afirmou o candidato.

Pedro Nascimento Cabral defendeu, por isso, que “temos de trabalhar para dotar esta ilha das Flores de um novo Centro de Saúde, adequado e eficaz à resolução dos problemas de saúde dos habitantes desta ilha”.

O candidato à liderança do PSD Açores abordou, ainda, o “grave problema de seca em Ponta Delgada, na Ilha das Flores”, referindo ser “urgente estabelecer condições para fazer bacias de retenção de água”, no sentido de “fazer face ao problema da seca que começa a assumir forte implementação, devido às alterações climatéricas que já se fazem sentir na Ilha das Flores”.

Pedro Nascimento Cabral referiu, também, que a “inconsistência do transporte de gado vivo da ilha das Flores para o exterior origina o seu baixo custo de venda”, algo que, no entender do candidato social-democrata açoriano, deve motivar que se “assegurem melhores condições e frequência no transporte do gado vivo”.

O candidato tinha também agendada uma visita à ilha do Corvo, que não aconteceu devido às condições meteorológicas. Pedro Nascimento Cabral deixou, no entanto, a promessa de que “depois de ganhar as eleições do PSD Açores a minha primeira visita será à ilha do Corvo”.

 

Alexandre Gaudêncio defende um “PSD/Açores agregador”

Alexandre Gaudêncio - candidatura PSD AçoresO candidato à Presidência do PSD/Açores destacou a importância de “construir pontes entre o passado e o futuro”, afirmando que, numa liderança por si presidida, irá garantir a aposta na “formação contínua”, conciliando o contributo de antigos dirigentes, actuais quadros e futuros para um “PSD/Açores agregador”.

Segundo Alexandre Gaudêncio, “a política é um serviço que se presta a uma comunidade e o respeito é crucial”, recordando que “as pessoas já não se revêem em ataques pessoais e que esta atitude só contribuiu para o afastamento ao invés da aproximação das pessoas para a arte de praticar o bem público”. 

O social democrata garante que, à frente da presidência do PSD/Açores, irá primar sempre pela “elevação da política e do debate político, acrescentando não ser adepto de “espectáculos itinerantes”. O candidato alega que só dessa forma “é que o PSD/Açores se irá reencontrar com os açorianos e o respeito é uma mensagem transversal a todas as gerações”.

Alexandre Gaudêncio fala no âmbito da quinta edição da Universidade de Verão da JSD/Açores, que se realizou no último fim-de-semana em Santa Maria, onde o candidato realçou o “espírito de iniciativa e a proactividade dos jovens açorianos” naquela que é a maior academia de formação política do arquipélago. Gaudêncio disse ser importante  estabelecer um “elo de ligação forte com a juventude”, considerando que “a formação é crucial para o enriquecimento pessoal e colectivo de uma comunidade”, desafiando os jovens da Universidade de Verão a “envolverem-se em movimentos associativos e projectos sociais que beneficiem a comunidade em que vivem”.

Duarte Freitas sai do PSD mas diz que será “soldado” ao serviço do próximo Presidente

duarte freitas jovensO Presidente do PSD/Açores, Duarte Freitas, falou Domingo pela última vez em público como líder do Partido, prometendo ser um “soldado” ao lado do seu sucessor e valorizando o partido pela “ambição, atractividade e dinamismo”.

“Há muito tempo tinha planeado que esta seria a minha única intervenção depois de ter referido que não iria recandidatar-me a Presidente do PSD/Açores”, disse Duarte Freitas, dirigindo-se a cerca de 30 jovens que, na ilha de Santa Maria, terminam quatro dias de Universidade de Verão do PSD/Açores e da JSD/Açores.

A liderança do PSD/Açores será discutida no final de Setembro entre Alexandre Gaudêncio, autarca da Ribeira Grande, e o advogado Pedro Nascimento Cabral, procurando ambos suceder a Duarte Freitas na liderança dos social democratas açorianos.

O ainda Presidente do PSD/Açores diz que “tudo” o que fez foi a pensar nos jovens, “no futuro, e a Universidade de Verão é bem disso exemplo”, garantindo Duarte Freitas que estará disponível para apoiar o futuro líder.

“Serei mais um soldado ao lado daquilo que o próximo presidente do partido entender, desde que isso não me afaste da minha casa e da minha família”, vincou.

Duarte Freitas sublinha que irá “todos os dias” prosseguir uma “luta” por “uma melhor sociedade, uma economia mais forte e uma democracia com mais pujança” nos Açores.

“Não concebo o egoísmo daqueles que julgam que não há amanhã depois de si próprios”, declarou ainda o também líder parlamentar do PSD/Açores.

“Devemos criticar a governação se esta não estiver a apresentar políticas consequentes”, sublinhou, embora advogando que as críticas não devem ser feitas só por a governação ser de um partido contrário, até porque a política não se divide em “iluminados de um lado e obscurantismo do outro”.

Duarte Freitas valorizou também o facto dos dois candidatos à sua sucessão poderem apresentar as suas ideias nas várias ilhas e nos vários concelhos da Região Autónoma, dizendo que um dos legados que deixa é o da pertença do PSD/Açores aos seus militantes.

Entre a primeira edição da Universidade de Verão, em 2014, e contando com a edição deste ano, passaram pelo evento de formação política e cívica cerca de 160 jovens de todas as ilhas dos Açores.

PCP exige fim de “utilização abusiva” de desempregados em programas ocupacionais

Vitor SilvaO PCP Açores voltou a exigir ao Governo Regional o fim da  “continuada política de utilização abusiva de desempregados em programas ocupacionais”.

Para o Partido,  os desempregados destes programas são usados “para suprir necessidades permanentes de trabalho na administração pública regional”, pelo que defende “a progressiva integração destes nos serviços onde obtiveram formação e experiência e, sobretudo onde são efetivamente necessários”.

Esta não é a primeira vez que o PCP Açores alerta para o assunto, apontando haver “particular incidência nos serviços tutelados pelas Secretarias Regionais da Saúde e da Educação”.

O Partido considera a finalidade dos programas ocupacionais positiva, no entanto, opõe-se “à forma como o Governo Regional perpetua a manutenção de cidadãos, até ao limite do possível, nos aludidos programas”.

“A finalidade dos programas tem sido adulterada ao manter estes cidadãos em serviços da administração pública regional em clara situação de relação laboral sem que, no entanto, a realidade assim corresponda”, salienta a direcção regional do partido, num comunicado ontem divulgado. 

O PCP diz ainda que o “elevado número de cidadãos” nestes e outros programas “falseiam a verdadeira dimensão do desemprego na Região”: enquanto o desemprego baixa, o número de desempregados em programas ocupacionais “não tem vindo a baixar, antes pelo contrário”, alerta o PCP. 

E exemplifica citando dados do Instituto Nacional de Estatística: “no início do ano de 2015, onde à data a taxa de desemprego na Região atingiu um dos valores mais elevados dos últimos 20 anos, o número de Desempregados em Programas Ocupacionais era de 4891, em Junho de 2018, num quadro em que se verifica uma taxa de desemprego que é a mais baixa dos últimos anos (cerca de 8%), o número de Desempregados em Programas Ocupacionais é de 5065. Facto que não é aceitável, sabendo-se que alguns destes cidadãos já estavam nos programas ocupacionais antes de 2015”.

O PCP exige, neste sentido, que estes desempregados em programas ocupacionais passem de beneficiários, para a condição de trabalhadores, “conferindo-lhes o direito a construir, ou a dar continuidade aos seus projectos de vida”. “Muitos destes mais de 5 milhares de cidadãos podem deixar de ser beneficiários e passarem a ser contribuintes líquidos para a Segurança Social e para o fisco e, por outro lado recuperarem a sua dignidade e plena cidadania”, destaca o partido.

“O PCP Açores considera que estes programas, tendo uma componente da assistência social, não podem resumir-se apenas a essa condição, tal como se tem vindo a verificar”, lê-se ainda no mesmo comunicado.

Cortes na Agricultura contrariam convergência europeia, afirma Sofia Ribeiro

Sofia ribeiro - PEA eurodeputada Sofia Ribeiro afirmou a necessidade de aumentar o orçamento do POSEI, esta Terça-feira, na reunião da Comissão Parlamentar da Agricultura e Desenvolvimento Rural, numa altura em que se debatia a posição do Parlamento Europeu sobre o orçamento para a Agricultura.

No início da intervenção, Sofia Ribeiro relembrou a sua posição “contra os cortes no próximo orçamento” para o sector agrícola. “No mínimo, o orçamento para a Agricultura deve manter o orçamento atual em termos reais”, realçou a eurodeputada.

A social-democrata acrescentou que “os constrangimentos orçamentais com que nos estamos a deparar, face ao Brexit e face também às necessidades da defesa, têm de implicar um aumento das comparticipações dos Estados-membros e não podem, de maneira nenhuma, acarretar um corte na Agricultura prejudicando os nossos agricultores”. “Tem de haver um primeiro nível de responsabilização por parte dos Estados-membros”, frisou.

A eurodeputada classificou ainda de “dramática” a proposta da Comissão Europeia ao apresentar cortes no segundo pilar da Política Agrícola Comum. 

“A Comissão não pode contar com a capacidade de os Estados-membros compensarem esta diminuição do financiamento porque isso vai aumentar as assimetrias entre os Estados-membros”, sendo que muitos deles e, os seus Governos Regionais nos casos aplicáveis, “não têm a capacidade de acompanhar essa diminuição”. Segundo a eurodeputada, esta medida aumenta as assimetrias na Europa, “o que contraria a ideia de convergência europeia que queremos construir”.

Sofia Ribeiro terminou a sua intervenção relembrando que o Comissário da Agricultura Phil Hogan garantiu, na sua visita aos Açores, que não existirão cortes no POSEI. 

Para a deputada ao Parlamento Europeu, a defesa deste programa deve estar plasmada no relatório sobre o orçamento do próximo Quadro Financeiro Plurianual. 

“À semelhança do que acontece no bolo total do orçamento para a Agricultura, no POSEI nós precisamos de ter um aumento, para compensar os problemas que vamos ter com o aumento da inflação”, terminou Sofia Ribeiro.