Gaudêncio ambiciona melhor saúde e transportes na Graciosa

gaudencio graciosaEm reunião com militantes social democratas graciosenses o candidato à presidência do PSD/Açores, Alexandre Gaudêncio, reafirmou a sua intenção de ser uma voz activa na luta por melhores condições de saúde e de melhores transportes para os habitantes daquela ilha.

“Lamentamos que este Executivo regional tenha vindo a excluir os graciosenses de um serviço de transportes eficaz e de uma saúde ao serviço de todos os açorianos. Seremos uma voz activa na defesa da Graciosa e da sua coesão no todo regional”, declarou o candidato social democrata.

Esclareceu ser “necessário a Atlânticoline assegurar as viagens que estão programadas no início do Verão e que não as alterem na última da hora sem razões aparentes”, uma denúncia que merece “uma resposta incisiva” na óptica de Gaudêncio.

Quanto aos transportes aéreos é importante que o Governo cumpra com o que prometeu para o aeródromo nomeadamente ao nível da iluminação da pista “uma medida que permitirá alargar o horário dos voos sendo benéfico principalmente no Inverno e uma mais-valia para casos de evacuação médica”, alegou o candidato à presidência do PSD/Açores.

Na área da saúde Alexandre Gaudêncio esclareceu fazer parte das suas propostas “assegurar aos doentes cujo tempo máximo de resposta garantido seja ultrapassado, que os mesmos recebam um Cheque Consulta ou um Cheque Cirurgia correspondendo ao custo da consulta ou cirurgia, de modo a que o doente, livremente, possa optar onde possa ser consultado ou operado no sector privado”.

Nascimento Cabral defende aproximação a militantes do PSD na Diáspora

pedro nascimento cabralPedro Nascimento Cabral, candidato à liderança do PSD Açores, reuniu com Paula Medeiros, responsável pelo núcleo do PSD Toronto, numa reunião que considerou “muito interessante e que mostra que o PSD Açores é enorme pelos seus militantes, que após tantas dificuldades ainda sentem orgulho em ser social democratas”.

Na reunião, que decorreu em Ponta Delgada, foram abordados diversos assuntos, tais como a valorização dos  militantes do PSD, quer nos Açores quer na Diáspora, a necessidade do reforço da ligação entre o Governo Regional e as comunidades, campanhas de informação e de sensibilização para a necessidade da dupla cidadania, captação de investimento, entre outros.

“A cooperação externa não pode, nem deve, dedicar-se apenas à União Europeia e aos Fundos Europeus”, frisou o candidato social democrata, referindo que “temos uma enorme responsabilidade para com a nossa Diáspora, pois lá também estão os Açores e os açorianos”.

Pedro Nascimento Cabral prometeu, a esse propósito, que, “como Presidente do PSD Açores, exigirei que, na deslocação de qualquer um dos dirigentes do Partido às nossas comunidades, se promova um encontro com os nossos militantes e simpatizantes”.

O candidato à liderança do PSD Açores anunciou que irá integrar, na estrutura do Partido, caso ganhe as eleições internas, um Gabinete de Relações Externas, “que terá como função a organização de um encontro regular de militantes e simpatizantes do PSD na nossa Diáspora, na comunicação mais directa com quem está longe dos Açores, na relação do PSD Açores com os nossos militantes, simpatizantes e políticos na Diáspora, bem como será responsável pela relação com a família política europeia em que estamos inseridos”. Neste caso, o Partido Popular Europeu, “em estreita colaboração com o nosso representante no Parlamento Europeu. É muito importante que consigamos desenvolver contactos ao mais alto nível em prol da defesa dos Açores e dos açorianos”, referiu.

A finalizar as suas declarações, Pedro Nascimento Cabral afirmou que o seu “projecto político consiste em devolver aos militantes a palavra no destino do nosso partido. O PSD é um partido popular e das bases e são as bases que decidem. Os líderes e os dirigentes passam, mas os militantes continuam e têm de voltar a ser respeitados”.

PS condena acusações do PSD sobre responsabilidades financeiras da Região

Carlos Silva PSO PS Açores condenou ontem as recentes declarações dos social-democratas em relação aos números divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística.

“O PSD/Açores só tem respeito pelo INE - uma entidade credível - quando os números são do seu agrado ou quando se referem a outras regiões que não os Açores”, afirma o socialista Carlos Silva, citado em comunicado. 

Recorde-se que, em comunicado divulgado na segunda-feira, o deputado do PSD/Açores  António Vasco Viveiros acusou o vice-presidente do executivo regional de “tentar esconder” responsabilidades financeiras da região.

Citando dados do INE, o social-democrata referiu que a dívida não financeira da administração directa e das empresas incluídas no perímetro orçamental ronda os 200 milhões de euros, ao passo que os passivos das empresas não incluídas no perímetro orçamental (grupos SATA e Lotaçor, SINAGA e Portos dos Açores) ascendem a 400 milhões de euros.

O socialista Carlos Silva referiu, por sua vez, ser “lamentável que o PSD/Açores continue a ignorar que a Região tem uma dívida que representa apenas 41,6% do seu PIB, o que coloca os Açores como uma referência nacional e europeia ao nível da sustentabilidade da dívida, desvalorizando assim o parecer de especialistas certificados, ignorando também a certificação pelo INE, pelo Banco de Portugal e Eurostat”.

Carlos Silva esclareceu que “tanto o Governo dos Açores, como o Partido Socialista, referiram números que são os mencionados por entidades credíveis como é o caso do INE, do Banco de Portugal e do Eurostat”, pelo que o PSD/Açores, “ao invés de estar a atacar o vice-presidente e o Governo dos Açores, está é a pôr em causa entidades certificadas e habilitada”. O deputado socialista acrescentou que “se fosse na Madeira o PSD já considerava INE uma entidade credível”. “Numa ânsia desenfreada de atacar o bom estado das finanças públicas dos Açores, o deputado do PSD/A revela uma total desconsideração por uma entidade idónea e que merece o respeito de todos, quer as estatísticas sejam favoráveis ou desfavoráveis”, afirmou o deputado do PS.

Já o vice-presidente do executivo socialista, Sérgio Ávila, confessou-se “estupefacto” com o PSD, lembrando que os dados em questão são escrutinados pelo INE, mas também pelo Banco de Portugal. “A contabilidade que o PSD nacional assume no continente e na Região Autónoma da Madeira parece ser diferente da que o PSD/Açores faz. Estou estupefacto”, assinalou o governante com a tutela das Finanças.

 

Bloco acusa governo de “falta de transparência” sobre porto espacial em Santa Maria

estação esa santa mariaO Bloco de Esquerda exigiu que o secretário regional do Mar, Ciência e Tecnologia seja ouvido no parlamento para prestar esclarecimentos sobre o anúncio feito, na segunda-feira, da abertura de um concurso internacional para a construção de um porto espacial na ilha de Santa Maria.

“As contradições entre as afirmações do secretário regional do Mar, Ciência e Tecnologia, há apenas 11 dias, numa sessão pública de esclarecimento realizada na ilha de Santa Maria, e o conteúdo do anúncio feito hoje [segunda-feira] no âmbito de um simpósio internacional, em Ponta Delgada, têm que ser clarificadas”, considera o Bloco de Esquerda, em nota de imprensa.

“Perante os dados que hoje se conhecem, é evidente que, na sessão pública de esclarecimento realizada em Santa Maria, o secretário regional desrespeitou a população da ilha de Santa Maria, porque não disse tudo o que sabia acerca do projecto em causa, o que revela a falta de transparência com que este processo está a ser conduzido”, acrescentam os bloquistas.

O BE refere que, de acordo com o Secretário regional, o objectivo da sessão pública foi “informar as pessoas sobre o ponto de situação e sobre os próximos passos”, mas, apontam os bloquistas que “em nenhuma altura foi assumido o passo decisivo e formal concretizado” na segunda-feira.

O requerimento a solicitar a audição do secretário regional do Mar, Ciência e Tecnologia, com carácter de urgência, foi entregue segunda-feira no parlamento.

 

 “Não há tão pouco nenhum projecto a licenciar ou a lançar”

 

A Secretaria Regional do Mar, Ciência e Tecnologia veio, entretanto esclarecer que “bastará a leitura atenta do anúncio do Secretário Regional do Mar, Ciência e Tecnologia para se perceber que não há nenhum compromisso, nem do Governo dos Açores, nem das partes interessadas, que deverão, para já, ter apenas essa figura, a de interessados”.

Citando declarações do Ministro da Ciência e o Tecnologia e o Secretário Regional do Mar, Ciência e Tecnologia, publicadas no jornal Público, o executivo aponta que “ouvir o que têm a dizer os eventuais interessados no projecto de uma base de lançamentos de pequenos satélites na ilha de Santa Maria não significa que o plano se concretize”.

Num comunicado emitido na segunda-feira, o executivo refere que “não há tão pouco nenhum projecto a licenciar ou a lançar já que, como foi dito na sessão pública de esclarecimento realizada em Santa Maria, o plano jurídico nacional carece de regulamentação própria que, aos dias de hoje, nem sequer existe.

A Secretaria Regional esclarece ainda que, na sessão de esclarecimento realizada há 11 dias em Santa Maria, tanto o Secretário Regional como o coordenador da EMA-Espaço referiram claramente que o Governo iria a breve trecho dar início a uma série de acções com vista à aferição de condições e factores que permitissem um apoio à decisão que deveria acontecer no final do primeiro trimestre de 2019”.

“Esta consulta de interesse a potenciais interessados insere-se neste plano que, como dito anteriormente, não compromete nenhuma das partes”.

O executivo realça ainda que “o Governo dos Açores, não dispondo ainda de dados que possam conferir uma análise completa a esta questão da construção de um ‘Space Port’, entende como mais valia uma auscultação ao mercado e a especialistas que possam estabelecer métodos e condições que futuramente se validarão no plano interno”.

“Grande parte dos benefícios” do aumento das descargas em lota “não entra na economia açoriana”

pescaO deputado social-democrata Jaime Vieira alertou para o discurso “demagógico e abusivo” do Governo regional sempre que fala do aumento, este ano, do valor da descarga de pescado em lota. O deputado do PSD/Açores explica que esse discurso “omite, por exemplo, que a captura de atum não reverte na totalidade para os pescadores açorianos”. 

“O PSD/Açores congratula-se com o aumento, até agora verificado, da descarga de pescado em lota, mas para sermos sérios não podemos omitir, como faz o Governo e o PS, o facto de grande parte dos benefícios deste aumento não ficar com os pescadores açorianos nem entrar na economia açoriana”, declara.

O deputado refere que, das duas dezenas e meia de atuneiros com mais de 15 metros que pescam atum nas águas dos Açores e da Madeira, mais de duas dezenas são propriedade ou tripuladas por mestres e campanhas madeirenses, “o que leva a que os benefícios para os nossos pescadores sejam reduzidos”.

O social-democrata condena, por isso, a “tentativa do secretário regional das Pescas e da maioria socialista que apoia o executivo de se embandeirarem com o aumento da descarga em lota, como vimos recentemente no parlamento, procurando passar a ideia de que o aumento resulta das políticas do Governo”.  

“O Governo procura não só criar a ideia de que todos os pescadores, de todas as artes, aumentaram o seu rendimento em 2018, como resultado das políticas do Governo, o que é falso, como revela dois pesos e duas medidas, já que se desresponsabiliza quando não há peixe e chama agora até si a responsabilidade pelo facto de existir mais peixe no mar dos Açores, nomeadamente atum, cujas espécies são altamente migratórias, o que constitui um abuso”, sustenta. 

Jaime Vieira clarifica que o aumento, até agora, segundo o Governo regional, de 40% da venda de pescado em lota face a período homólogo de 2017, “está a ter precisamente como referência um dos piores anos de sempre”. “Em 2017, nas espécies de atum Patudo, Voador, Rabilo e Bonito, a captura, durante o ano todo, foi pouco superior às 2 mil toneladas (2.009.287 kg), quando uma captura razoável deste conjunto de espécies deveria ser de 10 mil toneladas, uma captura que não se atinge desde o ano de 2010”, argumenta. 

O deputado do PSD/Açores alerta ainda para a possibilidade de este ano não ser melhor do que o de 2016 e de 2017, “se excluirmos o atum e considerarmos apenas as espécies capturadas pela pesca regional: espécies demersais e de águas profundas, crustáceos e pequenos pelágicos”. 

A isto, acrescenta Jaime Vieira, acresce o aumento em 50%, nestes últimos dois anos, do preço do combustível, o que se traduz “num custo que afoga a pesca”. 

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