Berta Cabral rejeita críticas de Carlos César e afirma que o presidente do Governo “lida mal com a verdade”

BERTA CABRAL BISCOITOS SJ 1A Câmara Municipal de Ponta Delgada esclareceu ontem que a presidente da autarquia, Berta Cabral, “nunca se deslocou” à Coreia do Sul nessa qualidade, rejeitando as críticas feitas pelo presidente do Governo Regional, Carlos César.
“Ao contrário do que afirmou o presidente do Governo, Berta Cabral não fez uma ‘célebre viagem à Coreia do Sul’ como presidente da Câmara de Ponta Delgada”, refere uma nota  de imprensa divulgada pelo município, acrescentando que a autarca esteve naquele país asiático em “representação de Portugal no II Congresso do Conselho Mundial das Cidades e Governos Locais Unidos (CGLU).”
Para a Câmara de Ponta Delgada, esta é “mais uma prova de que o presidente do Governo lida mal com a verdade quando pretende atacar para se defender.”
O caso teve início quando o PSD/Açores, através do deputado Duarte Freitas, solicitou informações ao Executivo sobre os custos da recente viagem de Carlos César ao Brasil, pretendendo também saber quantas pessoas integravam a comitiva e com que funções. Carlos César desvalorizou a questão, na passada quarta-feira, considerando que as críticas do PSD/Açores foram motivadas pela proximidade das eleições regionais, mas frisou que a deslocação ao Brasil foi “uma honra muito grande” já que decorreu no quadro do 260.º aniversário do povoamento açoriano do Estado do Rio Grande do Sul.
Na sequência das críticas social-democratas a esta viagem, Carlos César recordou as recentes deslocações de Berta Cabral, presidente do PSD/Açores, ao estrangeiro, mas também “uma célebre viagem à Coreia do Sul” realizada em 2007, frisando que ainda hoje desconhece “as vantagens que daí advieram para os Açores.”   

Governo anuncia criação de "melhores condições" para movimentação de mercadorias inter-ilhas

vasco-alraO Governo Regional está a criar, nos portos da Região, condições para “uma mais rápida, eficiente e barata circulação de mercadorias inter-ilhas”, avança nota de imprensa emitida pelo Gabinete de Apoio à Comunicação Social (GaCS).
Essas melhorias nos portos, em que desempenham papel fundamental as denominadas rampas rol on – rol off, vão permitir que “um produtor de uma determinada ilha entre num navio com um veículo carregado de mercadoria e o vá entregar noutra ilha, sem necessidade de qualquer movimentação da carga”, conforme pode ler-se na nota.
Ontem, no parlamento regional o Secretário Regional da Economia explicou essas novas condições, durante uma sessão de perguntas ao Governo, sobre diversos temas. Vasco Cordeiro, falando sobre o tema “Transporte marítimo de mercadorias nas ilhas da coesão” disse, ainda, que os concursos para o transporte marítimo no arquipélago prevêem a escolha de navios com rampa traseira, aptos a operar com rapidez e eficácia nas condições portuárias agora criadas.
No que respeita ao que já foi feito para baixar os custos gerais de movimento de carga nos portos da Região, nomeadamente a contentorizada, Vasco Cordeiro adiantou que uma das vias para evitar custos acrescidos é o congelamento dos preços das operações portuárias, em sintonia com os armadores, para não haver subidas dos encargos do receptor final. O governante considerou ainda que “a redução média de 25% nas taxas nas mercadorias para exportação é uma boa ajuda e um incentivo à produção açoriana.”
No entanto, sublinhou que o custo dos fretes, a preços constantes de 2011, regista “uma diminuição significativa”. Tendo como referência 1995, “há 16 anos, um contentor de 20 pés custava 1.812 euros e hoje custa 1.636 euros.” Já os contentores de 40 pés “ custavam 2.900 euros e hoje custam 2.695”, exemplificou, acrescentando que, “no caso dos contentores frigoríficos a diminuição de custos é ainda mais significativa–menos 18%, isto no caso do transporte de fora da Região.” No caso dos transportes inter-ilhas, a diferença de preços entre 1995 e 2011 acentua-se “nos casos dos contentores de 20 e 40 pés, a diminuição é superior a 50% e, no caso dos contentores frigoríficos, a diminuição anda à volta dos 30%”, salientou. “É esse o esforço que tem vindo a ser feito nos últimos tempos, numa conjuntura em que a pressão, por factores externos àquilo que seria controlável pelos intervenientes neste processo – e refiro-me aos combustíveis, também tem sido controlado”, disse.
“Esta reestruturação dos transportes marítimos não é isolada”, sublinhou Vasco Cordeiro, fazendo referência aos sistemas de incentivos criados, que vão promover um mercado interno, com as produções regionais a poderem circular mais eficazmente e a menos custos entre as diversas ilhas.

João Bruto da Costa
critica “incoerências” de Vasco Cordeiro

O PSD/Açores criticou ontem “a confusão feita pelo Governo Regional sobre os transportes marítimos nos Açores”, especialmente quando “se trata de alguém ligado ao executivo há muito tempo, mas que revela um descrédito face ao transporte marítimo, uma funcionalidade viveu envolta em lamentáveis trapalhadas ao longo dos últimos 16 anos”, disse o deputado João Bruto da Costa.
De acordo com nota de imprensa veiculada pelo PSD/Açores, o parlamentar referiu que “muito se tem falado, recentemente com maior intensidade, na necessidade da criação de um mercado interno que potencie uma região económica, daí que não se percebam as incoerências que [o Secretário Regional da Economia] deixa transparecer, falando de problemas do sector e confundindo as valias entre os barcos de mercadorias e de passageiros”, referiu.
“É preciso que os responsáveis digam claramente se o actual modelo do transporte marítimo de mercadorias, promovido por um governo que está em fim de legislatura, é um modelo que satisfaz, ou se efectivamente necessita de ser alterado”, questionou João Bruto da Costa, que lamentou o facto do demissionário Secretário da Economia dizer que “dentro de um ano teríamos um mercado interno, pois é pena que tenha tido 16 anos só de conversa”, concluiu.      

José Contente “estranha” silêncio do Governo da República em relação à instalação da fibra óptica nas Flores e Corvo

jose-contente-alraO Secretário Regional da Ciência, Tecnologia e Equipamentos voltou ontem, no parlamento regional, a manifestar a sua “incompreensão e estranheza” perante a falta de resposta do Governo da República no atraso do arranque da instalação do cabo de fibra óptica para as Flores e Corvo.
De acordo com nota de imprensa veiculada pelo Gabinete de Apoio à Comunicação Social (GaCS), José Contente questionou “como é que um processo visado, portanto cabimentado e garantido o seu financiamento, ainda não avançou?”. Para o governante, “o Governo da República se calhar ainda vem pedir ajuda ao Governo Regional, porque já o fez no passado e por isso nós não nos admiramos que um dia destes o faça.” José Contente afirmou ainda que não é de admirar que “o PSD achasse isso muito bem, porque o PSD neste momento não só acha isso muito bem como acha bem que se o Governo da República não paga a RTP Açores? Paga o Governo Regional. O Governo da República não paga os aeroportos? Paga o Governo Regional. O Governo da República não paga as passagens aéreas? Paga o Governo Regional. Ou então o POSEI das Comunidades.” Para “essa defesa dos Açores nós estamos conversados”, disse.
Nesse contexto, José Contente recordou que “este assunto deveria, quanto a nós, ter ficado resolvido em 1995”, questionando “porque é que se alocam 21,6 milhões de euros de fundos comunitários dos Açores num projecto de 27 milhões de euros e não se obriga a PT a estender o cabo a 9 ilhas?”.
Segundo José Contente “o pecado original, quer queiram, quer não, existe e escusam de esconder essa parte da história.”

Aprovada proposta que permite iniciar promoção do turismo religioso dos Açores

 pedro-medina-assembleiaO Projecto de Resolução do CDS-PP que recomenda ao Governo que “desenvolva uma importante campanha de promoção das potencialidades do turismo religioso na Região” foi aprovado, por unanimidade, ontem, no decorrer do plenário da Assembleia Regional.
Segundo nota de imprensa do grupo parlamentar do CDS-PP “a iniciativa parlamentar apresentada pelo deputado popular Pedro Medina, em Outubro do ano passado, evidencia as potencialidades religiosas açorianas, destaca as conclusões de um estudo do Observatório Regional do Turismo e lembra que o CDS é apologista da promoção turística temática da Região.”
“O Turismo é uma actividade económica que cria uma cadeia de valor muito importante para a sustentabilidade da nossa economia. Para que esta actividade tenha sucesso é preciso que o produto oferecido seja atractivo para os diferentes públicos-alvo, seja um produto de carácter natural, cultural, tradicional ou eventos devidamente agendados”, disse Pedro Medina.
“O CDS-PP tem defendido, ao longo do tempo, que o desenvolvimento sustentável do Turismo passa pela sua divulgação temática. Posicionar o destino Açores, através de uma adequada estratégia de promoção, não como um destino de massas, mas como um destino que proporciona experiências turísticas que sejam diversificadas e que tenham qualidade”, como “são os casos do termalismo, do vulcanismo”, entre outros, acrescentou.
Medina salientou que os democratas-cristãos entendem que “entre os segmentos prioritários deve estar o Turismo Religioso”, justificando que “a riqueza da nossa Terra não se esgota no nosso mar, na exploração dos fundos marinhos, nem nas belezas naturais das nossas ilhas. Os Açores também possuem uma riqueza que é o nosso Povo com todos os seus usos, costumes e tradições que foram mantidos ao longo de séculos. Somos um Povo com memória, e um Povo com memória, tem futuro”.
O parlamentar centrista regista que “foi através da religiosidade, que a Açorianidade ganhou uma expressão mundial”, apontando que “a festa do Divino Espírito Santo, para além de vivida nos Açores, está também bem viva na América do Norte, nos Estados Unidos, Canadá e Brasil”.
“No Brasil, os festejos revigoraram-se com o renascer da identidade açoriana, mais concretamente no sul do País, com bastante importância em Santa Catarina, em Goiás, já sendo realizada também em outros Estados, como São Paulo e Rio de Janeiro. As romarias quaresmais que se realizam nas nossas comunidades, como são os casos de Taunton, New Bedford, Bristol e Fall River, ou as festas do Senhor Santo Cristo dos Milagres que se realizam nas nossas comunidades, são exemplos que a afirmação dos Açorianos no Mundo faz-se pela sua religiosidade.

Elevado potencial

Segundo Pedro Medina disse no debate parlamentar, “existem, em vários pontos do globo, públicos interessados na vertente religiosa dos locais que visitam, existindo mais-valias para a hotelaria e restauração e tem impacto económico que não deve ser menosprezado”, lembrando que “a notoriedade do destino Açores, reconhecida pela revista National Geographic Traveller, ressalva a vertente religiosa como um dos pilares do turismo Açoriano”.
“As festas do Divino Espírito Santo, do Senhor Santo Cristo dos Milagres, de Nossa Senhora dos Milagres, na Serreta, ou as festas do Bom Jesus, entre outras que decorrem nas nossas ilhas em honra dos padroeiros e das padroeiras nas nossas diferentes freguesias, são um dos principais momentos de reencontro da família açoriana”, destacou Medina.
Por estas razões, a bancada parlamentar do CDS-PP entende que “é mais do que justo que o Governo Regional dos Açores incorpore no Plano de Promoção do destino Açores, no ano de 2012, a materialização do que as evidencias não podem ser ignoradas, uma verdadeira promoção do turismo religioso. E que articule acções com as entidades do Sector Público Empresarial Regional que possam ter um papel relevante de intervenção nesta área”.
Pedro Medina terminou salientando que “esta é mais uma proposta que apresentamos para a dinamização do turismo (interno e externo) na nossa Região”.

Vasco Cordeiro e o PS deram “o dito por não dito” sobre proposta do CDS-PP

 O PSD/Açores acusou ontem o secretário regional da economia “de dar o dito por não dito” sobre uma iniciativa “que pretendia ver apoiado e promovido o turismo religioso no arquipélago”, lembrando que, “em sede da comissão de economia, aquele membro do governo e o PS passaram a vida a desmerecer a proposta do CDS-PP, dando depois uma enorme cambalhota em plenário. Ou o secretário regional da economia mudou de opinião ou o PS desautorizou o secretário regional”, disse o deputado Jorge Macedo
Falando durante a discussão relativa a uma proposta que visava a promoção do turismo religioso na região em 2012, o social-democrata lembrou que Vasco Cordeiro “considerou que a proposta não é inovadora, dizendo também que a mesma não era viável. Mas vindo hoje dizer exatamente o contrário”, acentuou o parlamentar.
Segundo Jorge Macedo, “é preciso que o senhor secretário assuma o que diz, pois trata-se de uma proposta de resolução que é para levar à prática, mesmo quando este governo do PS tem apenas seis meses para governar. Uma resolução não é apenas para aprovar e depois logo se vê”, adiantou.
“Certamente que quem ouvir hoje o que diz este membro do governo e o que diz o PS irá tirar as suas ilações, pese embora Vasco Cordeiro deixar de ser o titular da pasta da economia, já amanhã”, avançou o deputado, reforçando que “aquilo que foi dito hoje não é o mesmo que está no relatório da comissão de economia. Podem mudar de opinião dia sim, dia sim, podem até desautorizar o secretário regional da economia, não podem é ludibriar os açorianos”, concluiu.

PSD quer saber quanto gastou Carlos César na sua deslocação ao Brasil

Duarte freitasO Grupo Parlamentar do PSD na Assembleia Legislativa solicitou informações ao Governo Regional sobre os custos da recente viagem de Carlos César ao Brasil, pretendendo também saber quantas pessoas integraram a comitiva e com que funções, noticia a agência Lusa.
“Quando a região vive uma crise económica e social nunca antes vista na nossa autonomia, o presidente do Governo Regional, acompanhado de uma comitiva, viaja para o Brasil durante uma semana”, afirmou Duarte Freitas, líder parlamentar do PSD/Açores, recordando as críticas que Carlos César fez quando estava na oposição relativamente a situações semelhantes.
Para Duarte Freitas, esta “deslocação milionária” de Carlos César ao Brasil não se compreende numa altura em que o arquipélago tem “18 mil desempregados, 20 mil pessoas a receber Rendimento Social de Inserção e 35% das famílias a viver com menos de 540 euros por mês.”
Os social-democratas pretendem, por isso, saber “quanto dinheiro gastou o executivo regional socialista em passagens aéreas, hotéis, despesas de representação e ajudas de custo com toda a comitiva.”
O presidente do Governo Regional iniciou a 10 de Abril uma visita oficial de cerca de uma semana ao Brasil, durante a qual participou nas comemorações do 260.º aniversário do povoamento açoriano do Rio Grande do Sul.
Antes de chegar a este estado brasileiro, o presidente do executivo regional esteve no Rio de Janeiro, onde participou nas celebrações do 60.º aniversário da Casa dos Açores naquela cidade.