“A cultura acrescenta valor ao espaço e à sua comunidade”, diz Jesse James, co-fundador do Festival Walk&Talk

Jesse James Moniz AndaFalaA Associação Anda & Fala volta a organizar este ano, pela terceira vez consecutiva, o Festival Walk&Talk, de 12 a 27 de Julho.  Numa entrevista conjunta com Jesse James e Diana Sousa, responsáveis por aquela entidade, estes jovens dinamizadores explicam-nos como essa iniciativa mapeia a região no roteiro internacional do turismo criativo  e como pode contribuir para o crescimento económico dos Açores.

O que o Festival Walk&Talk propõe à nossa sociedade e o que pode oferecer à nossa região?
O W&T propõe uma reflexão sobre os espaços e a comunidade. Conceitos, ideias e valores são discutidos através de uma programação multidisciplinar que engloba várias expressões artísticas, desde as artes plásticas, visuais às performativas. Há objectivos claros para o festival, principalmente quando o mesmo se assume cada vez mais como um espaço e momento privilegiado para a apresentação e discussão das artes. Estamos a provar que é possível descentralizar eventos desta natureza dos grandes centros urbanos, posicionando os Açores nesse circuito de arte contemporânea. A insularidade, no nosso caso, é encarada como um trunfo.

O que a organização pretende promover este ano?
Como temos vindo a referir, este é um ano de consolidação. A continuidade passa por um maior envolvimento da comunidade nas várias dinâmicas e pela garantia de projecção do W&T a nível internacional. De uma forma geral, a programação assenta em quatro rubricas: as residências artísticas que antecedem o período oficial; o circuito de arte pública, onde se vão acrescentar novas intervenções às 62 já existentes; a Galeria W&T nas antigas Instalações da NSL no Largo de São João, cedidas pelo grupo Banif, que voltam a albergar uma exposição colectiva, workshops, conversas, e um espaço de cruzamento entre artistas, organização e público; e as matinés culturais WakeUp que ocupam todos os domingos o jardim das Portas do Mar.
 
Para a edição de 2013, que novidades trará o festival?
Arrancamos este ano com o Concurso de Jovens Criadores W&T’13, que atribuirá cinco bolsas de criação artística aos projectos vencedores, propostos por alunos inscritos no ensino secundário e profissional nos Açores. Continua o salto da parede e este ano damos espaço a novos artistas e a outros géneros de instalações que vão ocupar os espaços públicos da cidade.
Para além da introdução de novas estéticas e conceitos, o festival terá um papel mais presente na construção de novas valências na cidade. A par disso, há também um maior envolvimento com o comércio tradicional em Ponta Delgada, assumindo talhos, bares, mercearias e lojas como espaços museológicos no decorrer do festival. Trata-se de aproximar e captar novos públicos.

Que dificuldades têm sentido para implementar esse projecto?
Dificuldades há sempre. O que nos move é termos a certeza e segurança de que o W&T é um projecto com muitas vantagens, a começar pela quantidade de assuntos que activa, desde a criação artística, ao turismo e à comunicação, projecção e geo-referenciação do destino Açores. O grande desafio na implementação do projecto passa por internamente valorizarmos e percebermos o efeito multiplicador do projecto e as suas repercussões em diversas áreas. O Entre Margens, um projecto internacional no norte do País que promove Encontros Internacionais dedicados ao tema: Arte no Espaço Público–regeneração urbana através da intervenção artística, já percebeu isso e convidou o W&T como case-study e exemplo internacional ao lado de outros grandes projectos e festivais.

Que desafios coloca a associação aos seus participantes nesta edição do Walk&Talk?
O desafio é sempre a participação e o envolvimento da comunidade. Isso foi a grande mudança na 2ª edição e esperamos que se mantenha a tendência. A programação estende-se ao longo de duas semanas e, na maioria dos casos, é 100% acessível, gratuito e descomplexado. Podem ser espectadores, figurantes ou até mesmo protagonistas. O importante é apoiar a cultura com participação e conversa, ou seja, massa crítica.

Qual vai ser o ponto alto da edição deste ano?
Apesar de uma programação concertada o W&T vive muito da espontaneidade. É impossível prever o envolvimento dos artistas, a duração do seu processo criativo e de que forma interagem com o espaço. Isso cria um ambiente muito interessante no festival. É o que os artistas e o público mais valorizam. Todos os dias serão pontos altos para quem participa e partilha momentos criativos. Basta acompanharem o programa e as actualizações através das redes sociais.
Contudo, “encerramos” o festival com um espectáculo no Teatro Micaelense no dia 26, resultado da residência artística de quatro semanas com os 37.25–Núcleo de Arte Performativas.

Este ano o festival reúne quantos artistas?
No total, serão cerca de 50 artistas com trabalhos no W&T, desde o circuito de arte pública, à exposição colectiva, às conversas, workshops e residências artísticas. Mas em breve anunciamos o cartaz do festival...

Quais as localidades em que vão decorrer as manifestações de arte urbana?
Ponta Delgada volta a ser a cidade anfitriã do walk&talk, mas o festival estende-se a outras zonas da ilha, principalmente nos concelhos da Ribeira Grande onde Rabo de Peixe volta a estar no mapa de intervenções e Lagoa.

Há a possibilidade de abranger o festival a outras ilhas?
É um objectivo do W&T, apesar de logisticamente não ser muito fácil. Mas acreditamos que no futuro isso poderá acontecer através de parcerias com outras associações culturais.

O que se faz cá os Açores, a nível cultural e artístico, tem qualidade?
Há de tudo e isso é bom! O mais importante é o público ganhar referências e ser mais exigente no momento de escolha.

Qual o papel da vossa associação para a dinamização e promoção da nossa cultura, potenciando, desse modo, o “turismo criativo”? De que maneira podem contribuir para o desenvolvimento económico da nossa região?
A cultura tem um papel extremamente importante e ambivalente no desenvolvimento sócio-económico e, por conseguinte, turístico. Por um lado, garante uma programação cultural acessível a vários públicos e aumenta os índices de satisfação turística. Por outro lado, se bem comunicada, poderá ser uma forma de posicionar e comunicar o destino no exterior. Nos dois casos a cultura acrescenta valor ao espaço e à sua comunidade. Mas quando falamos em programação cultural, falamos essencialmente em produção local. O turista criativo valoriza essa interacção com o imaginário e os costumes locais, mas é também necessário abertura ao que é novo. Haverá sempre um processo de aculturação, mas mais equilibrado e sempre nos dois sentidos.
O W&T é apenas um dos exemplos deste ecossistema criativo que está a crescer nos Açores. E como todo o ecossistema, ele deve ser protegido e valorizado de forma a expandir-se.

Para se fazer cultura hoje é preciso circular nos meios “certos” para conseguir financiamento?
Os financiamentos são públicos e acessíveis a todos os cidadãos. Mais do que circular nos meios “certos”, os projectos têm de estar bem estruturados, pertinentes e com objectivos e resultados muito concretos. Há que pensar em retorno, seja ele em termos de comunicação, reinvestimento local, valorização urbanística ou desenvolvimento intelectual da sociedade. O mais importante é haver rigor na atribuição e avaliação dos projectos.

Corrida aos ginásios aumenta com a chegada do Verão

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O culto do corpo ganha força com o aproximar da estação quente e quem ganha são os ginásios que, por esta altura, enchem-se de pessoas

Com a chegada do calor e com a necessidade de se usar cada vez menos roupa e de mostrar um pouco mais o corpo, a “corrida aos ginásios”, poucos meses antes da chegada do Verão, começa a ser uma tendência cada vez mais frequente.
“Há, de facto, um aumento na procura dos ginásios nessa altura do ano porque as pessoas começam a preocupar-se com a ida à praia e com o corpo que vão mostrar, por isso é normal que pensem em perder aquelas gorduras que ganharam durante o ano”, refere Hugo Farinha, Director Geral do ginásio Topfitness. A procura aumenta não só ao nível dos sócios habituais que vão mais vezes praticar desporto, como  também em novas inscrições.
No entanto, alerta, em apenas dois meses é impossível alcançar um corpo perfeito, pois este é o inicio de um processo que somente trará resultados a médio/ longo prazo: “Temos feito sempre um esforço no sentido de passar a informação de que não há milagres em dois ou três meses…”, frisa.
Contudo, embora a maior parte das pessoas tenha consciência de que o exercício físico acarreta inúmeros benefícios para a saúde, nomeadamente ao nível respiratório e cardiovascular, para além de fortalecer os músculos e baixar o colesterol, continuam a ser as questões estéticas as principais impulsionadoras da sua prática. Portanto, apesar da crise económica que se faz sentir, as pessoas preocupam-se com a sua imagem. Ainda que não seja positiva a prática desportiva por motivos exclusivos de aparência, não deixa de ser uma atitude que constitui uma motivação para uma alteração de hábitos, o que nos leva a reconsiderar se poderemos definir esta acção como positiva. Confrontado com esta questão, o Director Geral do ginásio Topfitness crê que “estas atitudes devem ser encaradas como algo positivo”, já que este “é um investimento a médio/ longo prazo”, pelo que as pessoas “devem apostar”.
“Há várias razões para as pessoas praticarem exercício físico”, insiste. “Efectivamente, as razões estéticas são importantes, mas não devem ser consideradas isoladamente. Há pessoas que vêm para o ginásio para recuperar determinados problemas de saúde ou determinadas lesões a nível desportivo, mas temos profissionais que acompanham sempre estas situações”.
Questionado sobre o facto de uma pessoa que não pratica desporto poder inscrever-se no ginásio e fazer qualquer tipo de exercício, Hugo Farinha realça que “hoje em dia já não é não obrigatório entregar Atestado Médico. No entanto, fazemos sempre uma avaliação inicial de modo a fazer um despiste porque há pessoas que podem correr algum risco associado à prática de exercício. Depois fazemos uma prescrição do treino tendo em conta esse risco se estiver associado”.
Segundo o mesmo, o interesse demonstrado pelos ginásios é comum a homens e mulheres. Porém, os motivos são diferentes. “A mulher procura criar um corpo mais tonificado, não criando tanto massa muscular, mas tirando as gorduras mais localizadas a nível de barriga e ancas, enquanto o homem procura mais a parte de cardiofitness e musculação para ganhar massa muscular e, assim, ficar mais delineado a nível de corpo”, diz-nos.
Hugo Farinha refere ainda que os meses mais fortes “são sempre no início de épocas desportivas, escolares (Setembro, Outubro, Novembro), início do ano (depois do Natal e Ano Novo) e agora antes do início da época balnear”.
O Topfitness está subdividido em dois ginásios: Topfitness Park e Topfiness Mar. “No Topfitness Park estamos mais virados para a sala de cardiofitness e musculação e temos hidroginástica e escola de natação; no Topfitness Mar estamos mais virados para as aulas de grupo. Além disso, temos sempre instrutores que fazem o acompanhamento do treino, motivam as pessoas e corrigem posicionamentos ao nível de exercícios” explica, salientando que “é bastante importante essa aposta que fazemos dos nossos recursos humanos porque as pessoas valorizam imenso”. 
O Topfitness  tem cerca de 800/900 clientes nos dois ginásios (com média de idades dos 25 aos 40 anos) e, tendo em conta a crise financeira, houve a necessidade de “baixar os preços.  As pessoas têm respondido em conformidade e agora não há desculpa para não fazerem exercício nos nosso ginásios”, conclui. 

Plantações de chá nos Açores produzem 50 toneladas anuais

chá porto formosoAs duas únicas plantações de chá com fins industriais da Europa ficam na ilha de S. Miguel, nos Açores e, com uma produção anual de cerca de 50 toneladas, são hoje também um produto turístico da ilha.
Chegou a haver seis fábricas de chá na costa norte da ilha de S. Miguel e entre os anos de 1980 e o início deste século só uma, a Gorreana, na freguesia da Maia, Ribeira Grande, continuou a funcionar.
Esta fábrica produz chá preto e verde e, com os seus 32 hectares de plantação e as 38 toneladas que produz em média por ano, segundo disse à Lusa o responsável pela Gorreana, Hermano Mota, continua a ser a maior.
A outra fábrica em funcionamento é a Chá Porto Formoso, também no concelho da Ribeira Grande, que voltou a abrir em 2001. A produção é pequena: tem cinco hectares de plantação e produz entre 12 e 14 toneladas de três variedades de chá preto por ano, vendendo cerca de 60% da produção na própria loja do espaço da fábrica. O restante é vendido nos Açores e uma pequena parte nas chamadas lojas ‘gourmet’ do resto do país.
“Hoje em dia, o chá é um produto turístico. Nós só estamos no mercado porque é um produto turístico”, disse à Lusa José António Pacheco, proprietário da fábrica, que recebe cerca de vinte mil visitantes por ano.
Os turistas visitam a fábrica e a plantação, podem passar por um espaço museológico, provar o chá e assim também “conhecer um pouco da história dos Açores”, sublinhou.
No caso da Gorreana, que também se pode visitar, em 2012, cerca de 47% da produção destinou-se ao mercado açoriano, “trinta e qualquer coisa por cento” foi para o continente e o restante foi vendido para o estrangeiro, com a França a superar as vendas para a Alemanha recentemente, por causa do chá verde e por a fábrica ter conseguido entrar numa “boa casa de distribuição francesa”, segundo Hermano Mota.
De acordo com este responsável, as vendas para o continente têm “muitas oscilações”, enquanto nos Açores o consumo de chá “faz parte do dia a dia”.
As primeiras plantas de chá chegaram aos Açores, vindas do Brasil, no século XVIII, segundo diversos registos e citações na imprensa local. Inicialmente, era uma planta ornamental, que se dava bem com o clima temperado e as chuvas da ilha e ganhava aroma com o subsolo vulcânico.
As plantações de chá e o fabrico foram depois impulsionadas pela Sociedade Promotora da Agricultura Micaelense que, em 1878, levou dois chineses até S. Miguel para ensinarem os locais o processo de produção.
“Não há uma casa em Porto Formoso onde não se beba um chá de manhã”, garantiu Luísa Teixeira, antiga apanhadeira de chá, recebendo a concordância de Luísa Cabral e Dionísia Rei.
As três estiveram no sábado passado na fábrica Chá Porto Formoso, integrando um grupo de cem figurantes que recriaram a colheita manual da folha do chá, como acontecia na primeira metade do século XX, e “a vivência associada ao chá” na ilha de S. Miguel.
“O chá na ilha de S. Miguel tem uma história muito rica e, associada a essa cultura agrícola, há uma etnografia interessante que importa divulgar”, defendeu José António Pacheco.
Luís Teixeira, Luísa Cabral e Dionísia Rei lembram-se bem de quando havia várias fábricas na região e as famílias tinham plantações próprias de chá. Entre maio e setembro, carregavam-se “camiões” de folha de chá para as fábricas, garantiram, lembrando ainda os “ranchos de mulheres” que a apanhavam, em jornadas de trabalho, mas também de alguma festa e de muitos “bordados e rendas” na pausa para o almoço.
A partir dos anos de 1960, as fábricas foram fechando e as plantações foram sendo substituídas por pastos para as vacas.
Ainda assim, restam “três ou quatro famílias” em Porto Formoso com plantas de chá preto nos seus terrenos e que produzem todo o chá que consomem durante um ano. No caso de Adelina Rebelo, 40 anos e filha de Luísa Teixeira, isso significa um a dois quilos por cada apanha.
“A chaleira está sempre ao lado do lume” e o chá bebe-se de manhã e para acompanhar as refeições. “É chá a todas as horas”, assegurou Adelina.

Dois homens e uma mulher detidos em Ponta Delgada por tráfico de droga

psp coresA Polícia de Segurança Pública deteve esta terça-feira, dia 14 de Maio, dois homens e uma mulher por tráfico de estupefacientes. Foram apreendidas 128 doses de haxixe, que se encontravam no interior de um veículo automóvel, segundo informações avançadas no relatório diário de actividade policial do Comando Regional dos Açores da PSP.
Já na Ribeira Grande, foi detido, um homem, de 27 anos de idade, roubar, do interior de uma residência, crucifixos, castiçais, centros de mesa e utensílios de cozinha, para posterior venda.
No mesmo concelho, foi ainda detido por desobediência, um homem, 38 anos de idade, após se ter recusado a fazer o teste de pesquisa de álcool no sangue.
O mesmo relatório apontou a ocorrência de oito acidentes de viação na região, dos quais resultaram um ferido ligeiro e danos materiais.
Cinco jovens detidos na Horta por mais de 20 crimes

Na sequência de investigações conduzidas pela Esquadra de Investigação Criminal da Horta, a Polícia de Segurança Pública realizou, na última terça-feira, uma operação policial que resultou na detenção de cinco indivíduos, com idades compreendidas entre 19 e 21 anos, residentes na ilha do Faial.
No decurso desta acção, a PSP deu cumprimento a quatro mandados de busca domiciliária e três mandados de detenção emitidos pelas autoridades judiciárias competentes, no âmbito de uma investigação que, no global, abrange mais de duas dezenas de crimes, designadamente crimes de furto, roubo, posse de arma ilegal, cultivo de estupefacientes e falsificação.
Na operação estiveram envolvidos vinte e cinco elementos policiais, pertencentes à Esquadra da Horta, Esquadra de Investigação Criminal, Equipas de Intervenção Rápida e estrutura de comando da Divisão Policial da Horta, tendo sido apreendidas uma caixa com sementes de cannabis e 36 doses de liamba, uma soqueira, peças de ciclomotores, instrumentos habitualmente utilizados para o furto de combustível em viaturas e diversos outros objectos relacionados com a investigação.
Os detidos foram presentes na manhã de ontem no Tribunal Judicial da Horta para 1.º interrogatório judicial e aplicação das respectivas medidas de coacção.

Homem de 25 anos detido em Rabo de Peixe por violência doméstica

PSP3O Comando Regional dos Açores da Polícia de Segurança Pública (PSP) deteve na última segunda-feira, dia 13 de Maio, na vila de Rabo de Peixe, um homem, de 25 anos de idade, por violência doméstica a cônjuge.
A informação foi avançada no relatório diário da PSP, que apontou a detenção, no concelho de Vila Franca do Campo, de um homem de 37 anos de idade, na sequência de um acidente de viação. O indivíduo foi preso por conduzir um veículo automóvel, sob a influência de álcool, com uma Taxa de Álcool no Sangue superior a 1.20 g/l.

Detenções por tráfico e produção de estupefacientes nas Velas
A PSP, por intervenção dos elementos da Esquadra de Velas, em São Jorge, deteve, na segunda-feira, pelas 17H00, dois homens de 29 e 43 anos de idade, por tráfico e produção de estupefaciente.
A apreensão surgiu após diversas diligências no âmbito de vários processos por furtos no interior de residências, que culminaram em buscas domiciliárias às residências dos ora detidos. A operação resultou no desmantelamento de um laboratório de afetaminas bem como a apreensão de diversos produtos para o fabrico dos mesmos, 4.2gr de Afetaminas, 119.8gr de Cannabis, 500 euros, diversas ferramentas de valor elevado, duas armas de ar comprimido e nove armas brancas
Os detidos foram ontem presentes a primeiro interrogatório judicial no Tribunal Judicial de Velas.

Furto de materiais não preciosos no Faial


Foram detidos em flagrante delito, dois homens de 29 e 33 anos de idade, ambos naturais e residentes na ilha do Faial, por furto de metais não preciosos com recurso à introdução em propriedade particular vedada ao público através do método de escalamento, em instalações de unidade fabril desactivadas.
No momento da intercepção, os mesmos detinham na sua posse 91 quilos de cabos eléctricos de cobre, que teriam como destino final a sua venda. Foram ainda apreendidos dois canivetes, um alicate e uma corda com um gancho numa das extremidades, artefactos estes, que constituíam a parte acessória de apoio à prática delituosa desenvolvida por ambos.
Já no âmbitod e actuação da esquadra dos Biscoitos, na ilha Terceira, foi efectuada uma operação de fiscalização rodoviária, na qual foram fiscalizados 17 veículos e detectadas nove infracções de natureza contraordenacional, nomeadamente por falta de seguro, o que consequentemente originou a apreensão do veículo, falta de cinto de segurança durante a condução do veículo, falta de inspecção obrigatória do veículo, pneus irregulares e estacionamentos irregulares.
No concelho das Velas, a PSP deteve, por violência doméstica, um homem, de 40 anos de idade, após ter agredido fisicamente e psicologicamente a sua mãe.
Na Horta, foi detido, um homem, de 35 anos de idade, por condução de um veículo automóvel, sem habilitação legal.
Nas Lajes do Pico, foi realizada uma operação de fiscalização rodoviária, na qual foram fiscalizados 11 veículos, tendo sido detectada apenas uma infracção de natureza contraordenacional por falta de documentos e outra por falta de utilização do cinto de segurança durante a marcha do veículo.
O mesmo relatório apontou ainda a ocorrência de 13 acidentes de viação nos Açores, na segunda-feira, dos quais resultaram três mortos, um ferido grave, dois feridos ligeiros e danos materiais.