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Investigador admite que “há açorianos com nacionalidade canadiana que estão a regressar ao Canadá”

CanadáSegundo a agência Lusa, muitos dos açorianos que têm nacionalidade canadiana estão a regressar ao Canadá, admitiu quarta-feira o geógrafo social José Carlos Teixeira, salientando, no entanto, que não existem números que o comprovem.
“Esse fenómeno está a acontecer, não temos é números”, adiantou, em declarações aos jornalistas, à margem de uma conferência sobre os 60 anos da emigração açoriana para o Canadá, em Angra do Heroísmo.
Natural da ilha de São Miguel, José Carlos Teixeira é também um emigrante no Canadá e tem-se dedicado ao estudo da comunidade portuguesa no país.
Pelos contactos que tem tido com emigrantes regressados aos Açores, sobretudo naturais de São Miguel, tem notado que muitos estão a voltar ao Canadá.
“Conheço pessoas que nasceram lá, vieram para cá, tiveram filhos aqui e estão a naturalizar os filhos como canadianos”, salientou.
Há dois tipos de ex-emigrantes que estão a regressar ao Canadá, segundo o geógrafo social, os que voltaram aos Açores depois da reforma e sentem que o Canadá pode oferecer melhores serviços de saúde para desfrutarem os últimos anos de vida e os que estão na casa dos 50 anos e a pensar nos filhos tornam a emigrar.
“Com a crise tenho verificado que há emigrantes a regressar, não posso dar números”, frisou.
José Carlos Teixeira estima que existam entre 400 a 500 mil portugueses de quatro gerações no Canadá, sendo que dois terços serão de origem açoriana. Ainda assim, as comunidades portuguesas nas principais cidades de acolhimento (Toronto, Montreal e Vancouver) começam a diluir-se, quer porque os emigrantes estão a deslocar-se para os arredores, quer porque a emigração tem diminuído de forma “drástica”.
Na década de 60, emigraram para o Canadá cerca de 60 mil portugueses e na década seguinte quase 80 mil, mas entre 2001 e 2006 não deram entrada no país 3.000 portugueses e entre 2007 e 2011, os números apontam para 2777 novos emigrantes de Portugal.
Segundo José Carlos Teixeira, a justificação está na procura do Canadá, que praticamente só aceita mão de obra qualificada.
O investigador, que dá aulas na Universidade de British Columbia, salientou que ainda há “muito por estudar” sobre as novas gerações de emigrantes portugueses. “Somos uma comunidade relativamente jovem, com apenas 60 anos, mas já temos quatro gerações e sabe-se muito pouco sobre a segunda e muito menos sobre a terceira e sobre a quarta”, adiantou, considerando que é importante perceber como é que as novas gerações se vão integrar na comunidade portuguesa.
Num estudo sobre a segunda geração, aquela que já nasceu no Canadá, mas filha de portugueses, José Carlos Teixeira detetou que existia um certo “desinteresse” pela comunidade portuguesa.
“O jovem lê cada vez menos o jornal português, vê muito pouco a televisão portuguesa, está a perder gradualmente a língua portuguesa”, frisou, acrescentando que questionados sobre como se definiam, uma grande parte respondeu como canadiana e alguns como portugueses canadianos, mas poucos apenas como portugueses ou açorianos.
Para o geógrafo social, é preciso realizar estudos que identifiquem se a comunidade portuguesa é uma referência para as novas gerações e que importância é que elas lhe atribuem, bem como se elas recorrem à vasta rede de serviços portugueses no Canadá.
Dados de 2007 indicam que existiam cerca de 6.000 negócios portugueses no Canadá, 211 clubes, 48 escolas e 44 igrejas.

Câmara do Comércio apoia “festival de fogo de artifício na Passagem de Ano” devido ao aspecto turístico

Fogo de artificioNa sua reunião de ontem, a Direção da Câmara do Comércio e Indústria de Ponta Delgada aprovou o Plano de Atividades e o Orçamento para 2014. Entre outros, decidiu “aderir à iniciativa de promoção de um festival de fogo-de-artifício na passagem de ano, tendo em consideração que se trata de um fator de dinamização da atividade económica, nomeadamente da área do turismo”.
A direcção, tomou conhecimento de reclamações de associados do setor da construção civil, relativamente à utilização de recursos humanos por parte de entidades camarárias e governamentais, em atividades que concorrem diretamente com as empresas privadas do setor. A Direção “manifestou todo o apoio às referidas reclamações, reiterando a defesa do principio que as entidades públicas não devem atuar em áreas onde as empresas exercem a atividade. A continuação desta politica contribuirá para fragilizar ainda mais um setor que atravessa extremas dificuldades, decorrentes essencialmente da falta de obras e também para agravar o desemprego já muito significativo nesta área”.
A Direção vê também com “muita preocupação a anunciada abertura ao público de um restaurante, por parte da Santa Casa da Misericórdia de Ponta Delgada, tendo em consideração que se trata de uma entidade sem fins lucrativos, para mais num contexto em que a generalidade do setor da restauração se encontra com graves dificuldades em rentabilizar os seus investimentos”.

AMI apoiou 800 pessoas em dois anos nos Açores

AMI - Ponta DelgadaA Residência Social de Ponta Delgada, em São Miguel, da AMI celebra hoje dois anos de existência.
Inaugurada em 2011, a infraestrutura já apoiou cerca de 800 pessoas, segundo revela a instituição.
A residência social é um espaço de acolhimento que funciona 24 horas por dia, 365 dias por ano, que providencia apoio psicossocial, conforto, segurança e de proximidade. Com disponibilidade diária para 14 pessoas, a instituição possui sete quartos para acolher pessoas provenientes das ilhas dos Açores, que se tenham de deslocar aos serviços de saúde de Ponta Delgada e se encontrem em situação de precariedade socioeconómica.
“As deslocações, por obrigarem a afastar as pessoas do seu ambiente social de origem, perdendo a retaguarda afectiva, podem configurar momentos dolorosos. A Residência Social da AMI pretende minorar estas situações, promovendo conforto físico e emocional, para além do apoio em outras dificuldades sentidas no processo”, afirma a instituição, em comunicado.
A residência dá também resposta a solicitações directas das pessoas e famílias residentes na comunidade, quer a pedido do Governo Regional, através do Instituto para o Desenvolvimento Social.
A AMI tem ainda colaborado com o Governo Regional, na vertente formativa, tendo até ao momento integrado cerca de 26 pessoas a beneficiar do Rendimento Social de Inserção e no âmbito do Programa Cantina Social, com o apoio na distribuição das refeições a cerca de 13 agregados familiares moradores da freguesia. Para além desta colaboração tem-se vindo a intervir em situações de emergência social através da entrega de bens alimentares, vestuário e produtos de higiene pessoal a cerca de 30 pessoas.

Lagoa acolhe 30 novos trabalhadores ao abrigo do FIOS

lagoaA Câmara Municipal de Lagoa vai integrar mais 30 novos trabalhadores ao abrigo de programas ocupacionais e de apoio ao emprego promovidos pelo Governo Regional dos Açores, desta vez pelos FIOS.
Tem sido através de programas como CTTS, PROSAS, RECUPERAR e FIOS que, a autarquia “tem procurado combater problemas sociais derivados do desemprego que se faz sentir não só no país, mas um pouco por toda a região e se auxilia centenas de lagoenses a manterem a sustentabilidade das suas famílias”, refere uma nota de imprensa.
Para o presidente da câmara municipal, João Ponte, a “integração de mais estes 30 trabalhadores mostra, claramente, aquela que tem sido a aposta camarária na promoção da empregabilidade e na qualificação profissional e que se tem revelado, em simultâneo, num apoio às famílias lagoenses”.
Trata-se de “uma aposta que surge numa altura de crise económica e social que atinge o pais, sendo o desemprego um dos principais problemas sociais actuais que atinge muitas pessoas”, l^-se no mesmo documento.
Com a implementação deste tipo de política social, a autarquia “auxilia muitas famílias lagoenses garantido um rendimento, apostando igualmente na ocupação ainda que transitória de muitos lagoenses e criando oportunidades para a valorização profissional, determinante no futuro quando surgir uma retoma económica que permita a criação de mais emprego”.
João Ponte mostra através desta política, o cumprimento de um dos seus compromissos eleitorais assumidos, refere a mesma nota.

Aberta nova fase de candidaturas ao Fundo de Investimento de Apoio ao Empreendedorismo

Palácio da ConceiçãoO Governo Regional abriu uma nova fase de candidaturas ao Fundo de Investimento de Apoio ao Empreendedorismo dos Açores (FIAEA) até 14 de Janeiro de 2014, anunciou o vice-presidente do Executivo.
“Este Fundo é destinado a empresas nas fases iniciais dos seus ciclos de vida, ‘early stage’, ‘startups’ e ‘spinoffs’, que apresentem um elevado potencial de crescimento e de valorização, quer através de tecnologia única ou de uma componente de inovação, e empresas que se encontrem na fase de crescimento e expansão, que apresentem carácter inovador em bens transaccionáveis e ou que promovam o reforço da capacidade de exportação dos Açores”, frisou Sérgio Ávila.
Segundo nota de imprensa emitida pelo Gabinete de Apoio à Comunicação Social (GaCS), este apoio é destinada a micro, pequenas e médias empresas com projectos de elevado potencial de crescimento e valorização estratégicos para o desenvolvimento do empreendedorismo nos Açores.
Todas as candidaturas devem ser realizadas através de um formulário online disponível no site da Portugal Ventures, no endereço electrónico www.portugalventures.pt, com apoio da SDEA–Sociedade para o Desenvolvimento Empresarial dos Açores (www.investinazores.com).
São elegíveis projectos nas áreas dos Recursos Endógenos (Energia e Ambiente, Agro-Alimentar, Indústria Florestal, Indústria do Mar, Nanotecnologia e Novos Materiais), Saúde e Bem-Estar (Biotecnologia, Novas Tecnologias, Produtos e Serviços de Assistência Médica, Acompanhamento e Alerta e Dispositivos Médicos), TIC (Tecnologias de Informação e Comunicação, Electrónica e Conceitos Social Web), Turismo (Dinamização e Animação Turística) e outras de interesse para o desenvolvimento do empreendedorismo na Região.
O Governo Regional disponibiliza através deste Fundo de Investimento um apoio até 100 mil euros por empresa, numa participação tendencialmente minoritária, sendo os promotores chamados a investir, pelo menos, 15% do orçamento do projecto aprovado.
O processo de candidaturas ao FIAEA é sistemático e ágil, visando facilitar a apresentação de projectos ao investimento de Capital de Risco. Após a submissão da candidatura através do formulário online será realizada uma análise de enquadramento inicial do projecto, sendo depois os projectos seleccionados avaliados por um painel composto por especialistas nacionais e internacionais, a que se segue uma sessão de perguntas e respostas aos promotores. Actualmente encontram-se em fase final de negociação os projectos aprovados na primeira edição das candidaturas ao FIAEA.
Todas as informações relativas ao processo de candidatura a este Fundo, bem como o regulamento, estão disponíveis nos sites da SDEA (www.investinazores.com) e da Portugal Ventures (www.portugalventures.pt).

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