Artigos

Preço das casas diminuiu nos Açores

casas ponta delgadaO preço das casas voltou a subir 4,5% no segundo trimestre no país, segundo o índice de preços do Idealista, elaborado a partir dos anúncios colocados nesta plataforma. 

Com este aumento, o valor por metro quadrado em Portugal fixou-se em 1932 euros. 

A valorização do preço das casas tem sido transversal a todo o país, no entanto, entre Maio e Junho, os Açores ficaram de fora destes aumentos, tendo apresentado, inclusivamente, uma descida de 1,8%. 

A Área Metropolitana de Lisboa foi a que assistiu a uma maior valorização (6,5%), seguindo-se a região Centro (4%), Algarve (3,9%), Madeira (3,1%) e o Alentejo (1,5%). 

O preço por metro quadrado na área metropolitana de Lisboa é, inclusivamente, o mais elevado: 2153 euros. 

Numa análise por distrito, o Idealista refere que houve uma subida em 17, de 24 distritos analisados, com os maiores aumentos a terem lugar em Lisboa (5,3%), Porto (5,1%), Guarda (4,9%), Setúbal (4,6%), Aveiro (4,2%) e Leiria (4,2%). No caso de Coimbra, a subida foi de 2,9%. Em todo o caso, houve descidas: São Miguel (Ilha) (-5,2%), Castelo Branco (-2,5%), Portalegre (-2%) e Santarém (-1,9%).

  

Estilista açoriano é o novo director criativo da marca francesa de luxo Kenzo

Felipe Oliveira Baptista - estilista

O açoriano Felipe Oliveira Baptista, que ficou conhecido por ter estado à frente da parte criativa da marca Lacoste – onde esteve entre 2010 e 2018 –, deu mais um passo em frente na sua carreira internacional: foi escolhido para ocupar o cargo de director criativo da Kenzo. 

Segundo a revista Vogue, a decisão coube ao grupo  Louis Vuitton Moët Hennessy (LVMH), empresa que detém a marca Kenzo. Para o Presidente da LVMH, Sidney Toledano, “o talento de Felipe Oliveira, como designer, o seu domínio do vestuário e suas raízes pessoais, com origem em culturas muito distintas”, constituem “activos reais para dar uma nova energia criativa à Casa Kenzo”.

Felipe Oliveira Baptista nasceu na ilha Terceira, é licenciado pela Universidade de Kingston e viveu até aos 18 anos em Lisboa. 

Aos 35 anos, em 2010, o estilista substituiu o designer francês Christophe Lemaire no cargo de director criativo da Lacoste. Agora, como responsável pela criatividade da Kenzo, o açoriano sucede a Carol Lim e Humberto Leon, dupla cuja última colecção foi apresentada há apenas uma semana. 

“O que nos fez escolher o Felipe em relação a outros candidatos foi o facto de ele ter uma abordagem artística global”, explica Sylvie Colin, CEO da Kenzo, em declarações ao jornal de moda WWD.

A responsável adianta ainda que Felipe Oliveira Baptista apresenta uma visão criativa de 360º e que irá supervisionar a direcção artística a nível global, liderando tanto o desenvolvimento das colecções como a comunicação da insígnia de moda.

Enoturismo “já é uma realidade no Pico”

marta guerreiro vinho picoA Secretária Regional da Energia, Ambiente e Turismo afirmou que o “enoturismo, mais que uma oportunidade, é já uma realidade no Pico”, trazendo cada vez mais visitantes a esta ilha por via da importância que a cultura do vinho assume enquanto produto turístico.

Marta Guerreiro falava no âmbito do Congresso Mundial de Vinhos – Wine Summit, que se realizou pela terceira vez em Cascais e que, este ano, se estendeu ao Pico, com participantes provenientes da Europa, EUA, Canadá e de outras partes do mundo, com um programa extenso que permitirá dar a conhecer aos especialistas e críticos nestas matérias a paisagem e a cultura da vinha na ilha do Pico, classificada, desde 2004, como Património Mundial da UNESCO e, por outro lado, a permanência de produtores de vinhos de excelência.

“É, de facto, com muita satisfação que o Governo dos Açores encara este tipo de eventos, fruto de um trabalho constante e consolidado na captação do segmento de ‘meeting industry’, que fazem do arquipélago palco de pequenos, médios e grandes congressos, elevando este produto no nosso destino turístico”, frisou Marta Guerreiro. 

A titular da pasta do Turismo sublinhou que “a ilha do Pico corresponde ao cenário perfeito para acolher esta comitiva de cerca de 30 oradores e imprensa da especialidade que participam nesta extensão do Wine Summit, com objectivo de divulgar os vinhos do Pico, colocando a cultura vitivinícola com elevado nível de promoção em termos mundiais”.

“O vinho enquadra-se como um produto de excelência, sendo a ilha do Pico uma terra de tradição vínica, onde se produzem vinhos bastante apreciados em todo o Arquipélago, no mercado nacional e internacional, com algumas produções alvo de atribuição de vários galardões”, acrescentou a Secretária Regional.

GNR apreendeu em São Miguel 211 quilos de pescado

GNR Açores - Apreensão chicharro

O Comando Territorial dos Açores, através do Posto Territorial de Ponta Delgada, em colaboração com a Inspecção Regional das Pescas, apreendeu ontem 211 quilos de pescado, na ilha de São Miguel.

No decorrer de uma acção de fiscalização no porto de pesca de Vila Franca do Campo, foram detectados e apreendidos 211 quilos de chicharro, por fuga à lota.

Desta acção foi identificado um homem, de 37 anos, e elaborado o respectivo auto de notícia por contra-ordenação, estando o infractor sujeito a uma coima num valor máximo de 3 740 euros.

A GNR alerta que a venda do pescado em lota garante a rastreabilidade, assegura a salubridade e a não adulteração dos produtos da pesca, promove a confiança no consumidor e a qualidade e valorização do pescado.

Calendários venatórios de ilha publicados ontem no Jornal Oficial

caçadorA época venatória 2019/2020 nos Açores teve ontem início, de acordo com os calendários venatórios de ilha, publicados ontem em Jornal Oficial e  que irão vigorar até 30 de Junho de 2020. 

Os calendários indicam aos caçadores quais as espécies que se podem caçar, o período em que a caça pode ser exercida, o número de peças que podem ser capturadas, os locais onde a caça é permitida e os processos de caça que podem ser utilizados.

Nas ilhas de São Miguel, Santa Maria, Terceira, São Jorge, Pico, Faial e Flores, por exemplo, é proibido caçar pombo-da-rocha nos locais de nidificação da espécie, nomeadamente junto às barrocas do mar, e com utilização de barco. 

O Secretário Regional da Agricultura e Florestas destacou o consenso alcançado, nos Açores, entre organizações de caçadores, agricultores, ambientalistas e florestais na definição destes calendários venatórios, que considerou ser “essencial” para continuar a existir uma gestão cinegética sustentável no arquipélago.

“Os calendários venatórios para as diferentes ilhas resultam da auscultação realizada aos parceiros do sector, reflectindo o consenso que foi alcançado entre todas as partes envolvidas neste processo”, afirmou ontem João Ponte, citado em comunicado.

No mesmo texto, o executivo refere que “tem como principal objectivo garantir que a gestão dos recursos cinegéticos seja feita de uma forma sustentável, no respeito pelos princípios da conservação da natureza e do equilíbrio biológico e em articulação com as restantes formas de exploração da terra”. 

Segundo destaca ainda o governo açoriano, “a gestão dos recursos, além de se basear em estudos sobre a biologia e ecologia das espécies cinegéticas da Região e nos resultados de programas de monitorização de longa duração, que têm permitido perceber as variações na abundância das suas populações, também tem em consideração a consulta das organizações de caçadores, agricultores, produtores florestais e de defesa do ambiente, assim como o resultado de inquéritos de opinião realizados aos caçadores durante as jornadas de caça”.

Mais Lidas nos últimos 3 dias

“Quero fazer a diferença na vida política”
sexta, 15 novembro 2019, 00:00