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Reaberto trilho da Ribeira do Faial da Terra

trilho da ribeira - faial da terraDepois de mais de um ano encerrado, o Trilho da Ribeira do Faial da Terra já foi reaberto aos pedestrianistas, revelou ontem a autarquia da Povoação.

O trajecto sofreu várias intervenções, entre as quais a destruição das pontes que se encontravam ao longo do percurso, que estavam em “avançado estado de degradação” e apresentavam falta de segurança. Foram procuradas alternativas “mais viáveis para servir os pedestrianistas”. 

O Trilho da Ribeira do Faial da Terra está homologado desde 2005, possui uma extensão de seis quilómetros e atravessa parte do território geográfico das freguesias de Água Retorta e do Faial da Terra. Complementa o trilho do Sanguinho e, por inerência, o do Salto do Prego e Ribeiras. É um percurso de fácil acesso de terra batida, vários degraus e algumas passagens hidráulicas, o que lhe confere uma beleza ímpar. 

Culturalmente, este trilho está ligado aos primórdios do povoamento. Segundo explica a autarquia, “no tempo em que não existiam meios de transporte esta era uma das poucas vias de ‘comunicação pedestre’ entre as duas localidades. Por outro lado, os agricultores dessas actuais freguesias faziam, naquele tempo, o percurso todos os dias, muito antes de o sol nascer, com vista ao cultivo das suas terras como forma de sustento e ganha-pão para as respectivas famílias”.

O trabalho foi realizado pela equipa de trilhos da Câmara Municipal da Povoação, responsável pela manutenção dos trilhos já existentes e em criação no concelho povoacense.

Governo vai criar Conselho da Diáspora Açoriana

rui bettencourt diáspora 1O Secretário Regional Adjunto da Presidência para as Relações Externas salientou ontem, em Ponta Delgada, a importância da tomada de consciência do que é ser açoriano fora da Região e da “unidade de todos os açorianos espalhados pelo mundo”, tendo em vista a afirmação política, económica e cultural dos Açores.

Rui Bettencourt afirmou que actualmente “a diáspora açoriana é extremamente expressiva”, representando quatro a oito vezes mais açorianos a viver fora da Região do que a população residente no arquipélago, “tendo atingido uma grande maturidade”, com açorianos de relevo nas áreas política, académica, social e económica.

O Secretário Regional, que falava na apresentação do Conselho da Diáspora Açoriana, considerou que “este é o momento em que se verifica um autêntico virar de geração na nossa diáspora”, sendo, por isso, a ocasião propícia para se produzirem “condições políticas para que a diáspora se envolva no projecto açoriano”.

Esse é  o grande objectivo da criação do Conselho da Diáspora Açoriana, cuja proposta de decreto legislativo regional já foi entregue na Assembleia Legislativa, pretendendo o Governo Regional implementar mecanismos de valorização e reconhecimento da diáspora, de tomada de consciência da sua importância e potencial, tendo em vista a sua participação no projecto de desenvolvimento dos Açores.

Na apresentação do diploma, Rui Bettencourt destacou a existência de dois instrumentos que são fundamentais para a prossecução dos objectivos, adiantando que o primeiro passa pela “construção de uma base de dados para que os açorianos no mundo se inscrevam”, enquanto o segundo, a partir dessa base de dados, “é a criação um sistema de eleição para que os açorianos espalhados pelo mundo inteiro possam eleger os seus representantes para o Conselho” a partir de listas nas áreas geográficas onde a diáspora está implantada.

Para o Secretário Regional, esses mecanismos “permitirão assegurar a participação, a colaboração e a auscultação dos açorianos no mundo” no debate e na definição de políticas públicas e nos projectos públicos dos Açores.

O Conselho da Diáspora Açoriana será um órgão consultivo do Governo dos Açores, presidido pelo Presidente do Governo, integrando várias outras entidades regionais e representantes das diversas áreas geográficas da diáspora açoriana, do Conselho Mundial das Casas dos Açores, das associações de emigrantes com actividade na Região e do Conselho das Comunidades Portuguesas.

Toy, Quim Barreiros e Piruka na Semana Académica dos Açores

Quim BarreirosJá foi divulgado o cartaz da 32ª edição da Semana Académica dos Açores, que vai decorrer entre 27 de Abril e 4 de Maio, no Pavilhão do Mar, em Ponta Delgada.

Com organização da Associação Académica da Universidade dos Açores e da J&M Eventos, as cinco noites do evento vão contar com artistas nacionais e regionais, com destaque para as actuações de Toy, Quim Barreiros e o rapper Piruka.

A semana começa a 27 de Abril com o Baile de Gala, animado pela Banda 8 e pelo DJ Antoine C.

No dia 30 de Abril, o grande destaque vai para Toy. O autor de temas do sucesso “Coração não tem Idade” é a grande atracção desta noite do qual também fazem parte Quim das Remisturas, Tójo, Yéyé e Camioneta Pá Cidade, um novo projecto do músico Romeu Bairos.

Já no dia 1 de Maio sobem ao palco as tunas da Universidade dos Açores. Estudantina Universitária dos Açores, TAUA, Enf’in Tuna, Tuna Com Elas e Tunídeos são as tunas da casa que subirão a palco numa noite que contará ainda com o DJ Meighte.

Para o último fim-de-semana estão guardadas a noite “Beatitude Music Sessions #3” e a “Noite da Cerveja”. A primeira, no dia 3 de Maio, contará com Quim Barreiros, uma das presenças mais assíduas nos cartazes das Semanas Académicas nacionais, com Plutonio, um dos artistas mais em voga na música nacional actual e ainda com o cantor João Moniz e com os DJ’s André N e Matti.

Para dia 4 de Maio fica reservada a última noite da Semana Académica dos Açores. A “Noite da Cerveja” contará com Piruka, considerado um dos rappers mais consagrados do hip-hop tuga e ao qual se juntam Souza, Urkesta Filarmoka, Bilf à Regional e KidJay. 

Segundo a organização, a data de início de venda de bilhetes será divulgada “muito brevemente” e os mesmos estarão disponíveis na Associação Académica da Universidade dos Açores e em vários pontos da ilha de São Miguel.

Italiano The Heart and The Void a 4 de Maio no Inspiral

The Heart and the voidO músico italiano The Heart and The Void vai estar no próximo dia 4 de Maio, pelas 21h00, no Centro Cultural da Caloura, na vila de Água de Pau, no âmbito do evento Inspiral.

Enrico Spanu, cantor e autor de música indie-folk, é natural de Cagliari, Sardenha, e estreou o álbum “The Loneliest of Wars”, em 2018, depois dos EPs “Like a Dancer” e “A Softer Skin”.  

O artista começou por fazer as primeiras partes, em Itália, de nomes como Johnny Flynn ou Miles Kane, influenciado por Simon & Garfunkel ou Iron & Wine, Damien Rice ou Noel Gallagher. “Waiting For”, single de 2018 não incluído no álbum, ultrapassou as 30 mil streams no Spotify.

O Centro Cultural da Caloura, palco escolhido para esta sessão do Inspiral, foi inaugurado ao público em 2005 e oferece a quem o visita um acervo de obras de arte de artistas, que foram referências na história de arte portuguesa do século XX, além de valorizar os artistas regionais dos Açores. 

Actualmente, o espaço tem patente a exposição fotográfica “Terras no meio do Mar”, que reúne trabalhos de uma dezena de fotógrafos açorianos ou residentes nos Açores, alguns deles com prémios a nível nacional e internacional. 

O Inspiral pretende “cativar a atenção do público para os espaços e equipamentos culturais do concelho lagoense, abrangendo museus, escolas e outros espaços culturais, percorrendo as diversas freguesias da Lagoa”. O evento irá terminar a 20 e 21 de Setembro, com uma sessão que irá reunir vários artistas e congregar diversas forças vivas do concelho.

Governo e Câmaras de Ponta Delgada e Ribeira Grande reconhecem importância do Tremor

tremor arranque

O Presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada afirmou que o festival Tremor é uma “experiência de cultura  e de amizade” que “enaltece Ponta Delgada, os Açores e o País”. 

José Manuel Bolieiro, que falava na sessão de abertura do evento, sustentou que o Tremor é um “acto cultural”, que “permite a descoberta de novos talentos e imprime outra dinâmica” nas ilhas de São Miguel e de Santa Maria.

O edil destacou, igualmente, a adesão e a projecção mediática do Tremor nos contextos nacional e internacional, dando conta da capacidade organizativa do festival que se realiza pelo sexto ano consecutivo, apresentando-se como um motivo de orgulho e de expectativa: “o orgulho pelo que o Tremor já realizou em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, e em Santa Maria e a expectativa de que, se no ano passado foi bom, este ano será ainda melhor”.

“O Tremor é uma experiência de cultura, de amizade, de actividade que engrandece toda a gente”, concluiu.

Perante um auditório repleto, o autarca pontadelgadense dirigiu uma palavra de apreço à organização, nas pessoas de António Pedro Lopes, Luís Banrezes, Joaquim Durães e Márcio Laranjeira. 

 

Tremor “eleva a oferta cultural e criativa na Ribeira Grande”

 

A sexta edição do Festival Tremor, que decorre até ao próximo Sábado na ilha de São Miguel, terá vários palcos musicais na Ribeira Grande, renovando-se o apoio da autarquia à organização do evento tendo em vista o reforço das dinâmicas nesta altura do ano.

“O Tremor é um festival diferenciador, dinâmico e cada vez mais pujante, que se afirma a cada ano que passa”, destacou Alexandre Gaudêncio, satisfeito com o resultado da parceria iniciada no ano passado e que mereceu replicação no corrente.

“Não restam dúvidas de que este é um festival que congrega vários quadrantes da música e que combina estilos diferentes com propósitos bem vincados: elevar a música e oferecer um cartaz cultural rico que extravasa os limites do que estamos habituados a ver”, acrescentou Alexandre Gaudêncio.

O edil elogiou também a envolvência que o Tremor oferece a várias associações culturais da ilha, colocando enfoque naquelas que têm sede na Ribeira Grande. “É um gosto ver muita gente do concelho envolvida”, destacou, nomeadamente associações locais que promovem a integração de jovens na sociedade.

“Para além disso, vemos que o festival combina diferentes formas de arte e isso acrescenta valor aos projectos que estão a ser desenvolvidos. Por isso mesmo, e não só, é um evento que merece o nosso respeito e reconhecimento, na medida em que combina o tradicional com o inovador, apresentando-nos, muitas vezes, espectáculos que surpreendem pela positiva”, destacou.

 

Governo dos Açores apoia Festival Tremor

 

 O Governo dos Açores, através das Direcções regionais da Cultura e do Turismo, apoia a realização do 6.º Festival Tremor, organizado pela Associação Cultural e Recreativa Plutão Camaleão, que decorre até 13 de Abril.

A Directora Regional da Cultura, que esteve presente Terça-feira, em Ponta Delgada, na abertura do festival, salientou que, nos últimos três anos, esta iniciativa foi apoiada pelo Governo Regional num montante global de cerca de 150 mil euros.

Para Susana Costa, a programação interdisciplinar que caracteriza este festival é realçada pela multiplicidade de iniciativas pertencentes às mais diversas áreas que fazem parte da programação agendada e que incluem concertos em locais inusitados, interacções e caminhadas na paisagem, workshops, laboratórios criativos, arte na rua, residências artísticas, actividades para crianças e momentos dedicados ao pensamento e ao debate.

O Festival Tremor também é apoiado pela Direcção Regional do Turismo por se apresentar como um importante evento de cariz cultural e artístico, que decorre na época baixa, trazendo à Região muitos visitantes que têm a possibilidade de desfrutar de uma panóplia de experiências sonoras que evidenciam, em muitos casos, as particularidades e a autenticidade do património ambiental dos Açores.

Esta sexta edição do Tremor contempla ainda a possibilidade duma viagem à ilha de Santa Maria, levando mais longe o nome do festival e a promoção dos Açores em termos internacionais, pelo que o Governo dos Açores se assume como parceiro desta iniciativa, onde se prevê um impacto muito significativo ao nível da dinamização do comercio tradicional.

Por outro lado, a exposição mediática deste evento contribui para reforçar a imagem dos Açores como destino turístico cultural, com a presença de artistas de todo o mundo que permitem a promoção da Região junto de públicos alargados e com interesse pela cultura e pelas artes, gerando novos fluxos de turismo que aliem a experiência da natureza do arquipélago a uma actividade cultural crescente, constituindo-se como uma oportunidade única de desenvolver vários formatos de fruição de música, envolvendo vários agentes e locais, a comunidade e visitantes, no tecido social e cultural das ilhas.

O festival Tremor começou anteontem, no Teatro Micaelense, com a estreia absoluta de um espectáculo construído em residência artística no Tremor que junta o colectivo “ondamarela”, com a escola de música de Rabo de Peixe, músicos locais, poetas e vários utentes da Associação de Surdos da ilha de São Miguel.

Sob o lema “uma experiência musical no centro do atlântico” o Festival prossegue até Sábado, 13 de Abril, com uma programação interdisciplinar que inclui concertos, interacções na paisagem, laboratórios, momentos dedicados ao pensamento, arte nas ruas e residências artísticas que se fundem com a comunidade local e a ilha.