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Princesa de Saboia celebra 80 anos em Ponta Delgada

princesa de saboia

A Princesa Maria Gabriela de Saboia, filha do rei Humberto II da Itália, está em Ponta Delgada para passar o Carnaval e celebrar o seu 80.º aniversário. 

Ao final da manhã de ontem foi recebida pelo Presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada, José Manuel Bolieiro, em audiência de apresentação de cumprimentos. 

No encontro, a princesa expressou muito carinho e estima e teceu rasgados elogios a Ponta Delgada. 

Maria Gabriela de Saboia fez-se acompanhar por José de Mello e Augusto Athayde. 

Detido homem em S. Miguel suspeito de abusar da neta

algemadoA Polícia Judiciária (PJ) deteve um homem na ilha de São Miguel, pela presumível prática de “múltiplos crimes de abuso sexual de crianças e um de coacção sexual”.

A vítima foi a neta do abusador, menor, adiantou a PJ. “Os crimes iniciaram-se quando a vítima tinha 8 anos e continuaram até aos 12 anos de idade, tendo o agressor agido num contexto de relação familiar e de coabitação”, informou a polícia em comunciado. 

O detido com 61 anos de idade, foi presente a primeiro interrogatório judicial, tendo-lhe sido aplicada a medida de coacção de proibição de se aproximar ou de contactar com a vítima.

Irmãs Hospitaleiras e União das Misericórdias não permitem prática da Eutanásia

Doente - cama hospitalO Instituto das Irmãs Hospitaleiras do Sagrado Coração de Jesus, que detém um estabelecimento de saúde em Ponta Delgada, veio ontem a público, através de comunicado, num momento em que está em discussão parlamentar, a (des)penalização da eutanásia, reiterar “a fidelidade aos princípios do respeito pela vida humana, sagrada e inviolável, a promoção das melhores práticas clínicas ao serviço do cuidado com dignidade, do alívio do sofrimento e do conforto na atenção, especialmente quando a vida é mais vulnerável”. Assim, a direcção desta IPSS assegura que “não será permitido em nenhum dos estabelecimentos de saúde dirigidos por este Instituto a prática de actos contrários a estes princípios, nomeadamente aqueles que possam abreviar a morte intencionalmente a pedido do doente”.

Lê-se na mesma nota que a Instituição irá continuar “a envidar todos os esforços para continuar a oferecer, uma atenção e cuidado humanizado, integral e interdisciplinar, a favor da saúde e da qualidade de vida das pessoas que se encontram aos nossos cuidados nos âmbitos não só físico, mas também psicológico, social, espiritual e ético”.

Como Instituição que há quase 140 anos se dedica ao cuidado dos mais frágeis, o Instituto das Irmãs Hospitaleiras do Sagrado Coração de Jesus diz esperar “que os núcleos do poder político, se empenhem em definir as melhores políticas que promovam a criação e organização dos recursos necessários e urgentes, para atender e acompanhar aqueles que experimentam a fragilidade, a doença e o sofrimento. E como sinal essencial de uma sociedade verdadeiramente desenvolvida, se rejeite a legalização da eutanásia! A resposta à vida, não se encontra na morte, mas sim na humanização, na proximidade e na compaixão, entendida no seu sentido, ou seja, o acompanhamento incondicional à dor de quem a sofre”.

Do mesmo modo, o Secretariado Nacional da União das Misericórdias Portuguesas (UMP), reunido em Boticas, deliberou também sobre o tema da Eutanásia, caso a mesma venha a ser aprovada.

Como se pode ler no comunicado enviado às redacções, “as Misericórdias são Instituições que, ao longo dos séculos, pela sua identidade e natureza celebram a vida. Nos últimos 40 anos têm consagrado o melhor da sua actividade a cuidar das pessoas, nomeadamente os mais idosos, muitas vezes em situações de extrema dificuldade sempre com o objectivo de lhes assegurar dignidade, cidadania e qualidade de vida”.

Perante a eventualidade do Parlamento português vir a aprovar a eutanásia, as Misericórdias Portuguesas decidem tornar público que, “nas suas instituições, não praticarão a eutanásia a nenhum título. Contudo, no respeito pela pessoa humana, e pela liberdade individual, no caso de um utente desejar apoio para colocar termo à vida, as Misericórdias facilitarão a transferência desse utente para uma entidade certificada que o queira e possa fazer”.

ACAPO celebra 25 anos com colóquio sobre a pessoa com deficiência

Cadeira de rodas

A delegação dos Açores da Associação de Cegos e Amblíopes de Portugal (ACAPO) vai comemorar, a 16 de Março, o seu 25.º aniversário ao serviço das pessoas cegas ou com baixa visão do arquipélago, com um colóquio sobre a pessoa com deficiência. 

“Para assinalar a data, para além das pessoas deficientes visuais, pretendemos envolver pessoas com outras deficiências, profissionais que se identificam ou trabalham na área e a comunidade em geral”, refere a assoicação em comunicado.

A instituição justifica o tema do colóquio - “A Pessoa com Deficiência na Região Autónoma dos Açores” - afirmando que “a proximidade é importante e a troca salutar de perspectivas é capaz de gerar as melhores respostas”.

O evento realizar-se-á no Salão Nobre da Câmara Municipal de Ponta Delgada, no dia 16, e contará com dois painéis. 

No primeiro momento, serão abordados os “Apoios Sociais e a Reabilitação das pessoas com deficiência”, debatendo-se assuntos como “o processo de reabilitação”, “cuidados de saúde e deficiência: atendimento, tratamento e deslocação de doentes”, “prestações e produtos de apoio” e “Ciência e tecnologia: intenção inclusiva”.

No segundo painel, o tema em destaque será “a mobilidade das pessoas com deficiência”, altura em que as temáticas “os desafios da acessibilidade: ruas e espaços públicos” e “habitações adaptadas à mobilidade condicionada” serão discutidas.

O encontro terminará com a sessão solene comemorativa dos 25 anos da delegação dos Açores da ACAPO, com a presença de várias entidades.

Bispo de Angra destina renúncia quaresmal à recuperação da igreja do Capelo

bispo afetosO bispo de Angra pede uma maior atenção e valorização da Palavra de Deus na mensagem dirigida aos diocesanos para esta Quaresma que se inicia no próximo dia 26 de Fevereiro, com a imposição das cinzas, celebrada em todas as igrejas da diocese.

D. João Lavrador lembra na mensagem, inspirada no texto Romanos 12, “Deixai-vos transformar, adquirindo uma nova mentalidade, para poderdes discernir qual é a vontade de Deus”, que só uma escuta atenta da Palavra, e dos sinais que dela emanam, “oferece uma consciencialização maior do ser e da missão de todos os baptizados”. O prelado diocesano esclarece mesmo que “quanto mais nos deixarmos envolver pela Palavra de Deus, tanto mais conseguiremos experimentar a sua misericórdia gratuita por nós”.

“Convido em cada comunidade cristã a definirem-se as diversas etapas que são sugeridas pela vivência de cada semana, como itinerário progressivo de conversão e de interiorização do mistério revelado em Jesus Cristo” refere D. João Lavrador propondo um itinerário próprio para este tempo “favorável”.

“A oração mais intensa e cuidada e o sacramento da reconciliação devem merecer a atenção privilegiada da comunidade cristã, de cada cristão e dos sacerdotes. Neste sentido, peço aos sacerdotes que, neste tempo, dediquem o máximo de esforço à formação das consciências pela proclamação da Palavra de Deus e se disponibilizem para atender todos aqueles que se abeirem do sacramento da reconciliação” afirma o prelado.

Para o bispo insular, a “violência que invade a nossa sociedade” ; “a cultura da vida e do individualismo atrofiante que se projecta na cultura da morte; no emaranhado de um progresso que sem Deus se volta contra o homem criando guetos de exclusão”, sendo sinais “dramáticos”, não podem “levar-nos a perder a esperança”.

Por isso, apela à conversão de crentes e não crentes, para que as mentes “sejam renovadas” e se opere uma “transformação pessoal e social”.

“Este é o tempo favorável para a conversão. Esta expressão que se reveste de estranheza para a mentalidade actual mas tão necessária para quem queira viver na verdade acerca da pessoa e do mundo em que vive” de forma a que a vida “seja mais humana, mais fraterna, atenda mais à justiça e à paz, estabelecendo relações de integração dos excluídos, de partilha e de valorização da dignidade da pessoa e do bem comum”.

O bispo apela ainda, como é hábito, especialmente neste período do ano, à generosidade dos diocesanos de forma a que se possa viver este tempo de “mudança de mentalidade e de conformidade com a vontade de Deus”, o que passará por “limitar o consumo e a viver no essencial para uma vida digna”, colocando a protecção do ambiente e a adopção de estilos de vida saudáveis, na primeira linha de actuação.

A renúncia quaresmal deste ano reverterá a favor da reconstrução da Igreja do Capelo, na ilha do Faial.

“Na nossa Diocese, sentimos a dor e comungamos cm o sofrimento dos nossos irmãos do Capelo, ilha do Faial, pelo nefasto incêndio que devorou a sua Igreja com riquíssimo património. Tendo em conta o sentir dos diocesanos, determino que o resultado da renúncia quaresmal se destine à comunidade do Capelo para ajudar na recuperação da sua Igreja Paroquial. Que todos sejamos generosos nesta partilha com os nossos irmãos”, afirma o prelado.

A Quaresma começa na próxima Quarta feira, dia 26 de Fevereiro, dia de imposição das cinzas e termina antes da Missa do lava-pés , na  Quinta-feira Santa.

Neste período, em especial, a igreja recomenda aos cristãos que se dediquem à reflexão e a conversão espiritual.

 

Catequese de Quaresma online

 

O Serviço da Catequese da Diocese de Angra, com a colaboração do sítio ‘Igreja Açores’, vai apresentar durante a Quaresma uma série de catequeses diárias, com reflexões e propostas de acção para todos os dias, a partir da Bíblia.

A proposta vai ser lançada na internet e nas redes sociais, “para que possam ser partilhadas”, informa uma nota do Serviço Diocesano de Evangelização, Catequese e Missão.

A primeira mensagem é assinada pelo bispo de Angra, D. João Lavrador.

A iniciativa acontece pelo segundo ano e é desenvolvida em articulação com o Seminário Episcopal de Angra, contando com a colaboração de vários seminaristas.

A Quaresma é um tempo de 40 dias que tem início com a celebração de Cinzas, marcado por apelos ao jejum, partilha e penitência, que serve de preparação para a Páscoa, a principal festa do calendário cristão.