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CDU defende melhores transportes públicos

O cabeça de lista da CDU pelo círculo do Pico às eleições legislativas regionais dos Açores, Paulo Correia, defendeu um reforço dos transportes colectivos terrestres na ilha, considerando que são escassos e com horários desadequados.
“A CDU defende, no âmbito da mobilidade para a ilha do Pico, um reforço do transporte terrestre, que é escasso em termos de carreiras, com horários desadequados”, afirmou Paulo Correia.
O candidato propõe o aumento do “número de carreiras em toda a ilha”, assim como a adequação dos horários “às pessoas que trabalham e que têm de ter ligações entre os três concelhos [Madalena, Lajes do Pico e São Roque do Pico] e o terminal marítimo da Madalena”, dado que muitas “trabalham na ilha vizinha do Faial”.
“A necessidade de existir uma ligação terrestre, através de carreira rodoviária, entre os três concelhos e o aeroporto do Pico” é outra medida apresentada por Paulo Correia, assinalando ser “essencial que o acesso não seja restrito aos carros de aluguer e a táxis, e que sirva a população residente através de uma carreira com horários adequados aos voos”.
Segundo o cabeça de lista, a medida permitiria a “intermodalidade entre aeroporto e porto de passageiros marítimo da Madalena”, para que o Pico seja uma “alternativa séria ao aeroporto do Faial” e seja “um ‘mini hub’ para servir as três ilhas do Triângulo [Pico, São Jorge e Faial]”.
Paulo Correia adiantou que, na ilha do Pico, “a mobilidade terrestre tem estado entregue, praticamente, a uma empresa privada”, aos táxis e a empresários individuais.
“De resto, quem quer deslocar-se dentro da ilha é obrigado a utilizar transporte particular, o que deixa uma pegada ecológica imensa”, declarou, notando que “isso é prejudicial à qualidade de vida dos residentes e de quem” visita a ilha.
Já o coordenador regional do PCP/Açores, Marco Varela, acrescentou que a CDU, coligação que integra também o Partido Ecologista Os Verdes, quer a “aquisição de duas embarcações para a Região que funcionem todo o ano e que sejam um misto de passageiros e de carga”.
Além do reforço dos transportes públicos terrestres, Marco Varela apontou ainda a necessidade de ir ao encontro “das justas reivindicações dos trabalhadores que fazem a ligação marítima entre o Pico e o Faial todo o ano”, diminuindo o custo do passe, para, “no máximo, ter um valor de 60 euros”.

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