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Depressão Nelson vai trazer vento forte, granizo e agitação marítima

Uma corrente de noroeste, provocada pela acção conjunta entre um anticiclone centrado a noroeste dos Açores e a nomeada, ontem dia 26 de Março, depressão Nelson centrada a sul das ilhas britânicas, deverá transportar uma massa de ar fria e instável até à região dos Açores, dando origem a ocorrência de aguaceiros que poderão ser de granizo, alertou ontem o IPMA dos Açores.
A formação de um núcleo secundário associado à referida depressão Nelson, e com deslocamento para sul em direcção à Região dos Açores, deverá provocar um agravamento do estado do tempo em todo o Arquipélago.
Desta forma entre os dias 27 e 28 de março (hoje e amanhã), prevê-se um aumento significativo da intensidade do vento com rajadas a rondar os 110 km/h no Grupo Ocidental, na ordem dos 100 km/h no Grupo Central e os 90 km/h no Grupo Oriental.
Relativamente à agitação marítima, as ondas de noroeste deverão atingir no Grupo Ocidental os 10 metros de altura significativa com uma altura máxima de 20 metros, no Grupo Central as ondas devem atingir os 8 metros e no Grupo Oriental os 7 metros de altura significativa.
A formação de um núcleo secundário associado à nomeada depressão Nelson, e com deslocamento para sul em direcção à região dos Açores, deverá provocar um agravamento do estado do tempo em todo o arquipélago.

Alerta da Autoridade
Marítima

Também a Autoridade Marítima alertou ontem que a previsão do vento e do estado do mar indica um agravamento considerável das condições meteorológicas e de agitação marítima nos Açores, entre as 12h00 de hoje, 27 de Março, e as 00h00 de Domingo, dia 31 de Março.
A agitação marítima será caracterizada por ondulação proveniente do quadrante Noroeste, com altura significativa que poderá atingir os 10 metros, podendo a altura máxima atingir aproximadamente 18 metros, com período médio a variar entre 10 e 16 segundos.
A previsão do vento aponta para uma intensidade média até 75 Km/h, podendo ocorrer rajadas superiores a 135 Km/h, provenientes do quadrante Noroeste.
Assim, a Autoridade Marítima Nacional e a Marinha recomendam a toda a comunidade marítima e à população em geral um estado de vigilância permanente no mar e nas zonas costeiras, e alertam que os cuidados devem ser redobrados, tanto na preparação de uma ida para o mar, como quando estão no mar ou em zonas costeiras. Para além disso, recomenda-se:

  • Reforçar a amarração e manter uma vigilância apertada das embarcações atracadas e fundeadas;
  • Evitar passeios junto ao mar, de onde se destacam os molhes de proteção dos portos;
  • Evitar passeios junto à orla costeira, nas arribas e nas praias, bem como a prática de atividades lúdicas nas zonas expostas à agitação marítima;
  • Desaconselha-se vivamente a pesca lúdica, em especial junto às falésias e zonas de arriba nas frentes costeiras atingidas pela rebentação das ondas, tendo sempre presente que nestas condições o mar pode facilmente alcançar zonas aparentemente seguras, conclui a Autoridade Marítima.
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