Os Açores registaram 124,2 mil dormidas em Dezembro de 2025, no conjunto da hotelaria, alojamento local e turismo no espaço rural, o que representa um decréscimo homólogo de 5,1%, segundo o destaque mensal do Serviço Regional de Estatística dos Açores (SREA).
A evolução do mês foi marcada por sinais em sentidos opostos: o mercado nacional (residentes em Portugal) garantiu 66,2 mil dormidas (53,3% do total), com subida de 9,3% face a dezembro do ano anterior, enquanto os mercados externos (residentes no estrangeiro) somaram 58,0 mil dormidas (46,7% do total), com queda de 17,5%. O número de hóspedes atingiu 44,8 mil, recuando 1,7%, e a estada média fixou-se em 2,77 noites, menos 3,4% em termos homólogos.
Em termos de peso no total de dormidas do mês, a hotelaria concentrou 62,8% (78,0 mil dormidas), seguindo-se o alojamento local com 33,8% (41,9 mil) e o turismo no espaço rural com 3,4% (4,2 mil).
Entre os principais mercados externos, a Alemanha foi o maior emissor, com 11,9 mil dormidas (-8,6%), seguida dos Estados Unidos da América com 9,0 mil (-21,1%) e do Canadá com 6,9 mil (+22,9%).
O SREA assinala, ainda, que as maiores variações positivas nas dormidas, em dezembro, surgiram no Canadá (+22,9%) e no Brasil (+11,4%), enquanto os maiores decréscimos se verificaram na Dinamarca (-57,6%) e Hungria (-45,5%), entre outros.
Considerando apenas hotelaria e alojamento local (segmentos responsáveis por 96,6% das dormidas do mês), contabilizaram-se 119,9 mil dormidas, com variação homóloga negativa de 4,3%. O mercado nacional somou 64,8 mil dormidas (+8,9%) e o externo 55,1 mil (-16,2%).
Nesta agregação, a variação por ilhas foi desigual: Graciosa (+89,3%) e São Jorge (+17,8%) cresceram, enquanto Corvo (-35,5%), Flores (-24,6%), Santa Maria (-16,4%), Faial (-9,8%), Pico (-5,7%), Terceira (-4,2%) e São Miguel (-3,9%) recuaram.
São Miguel concentrou 89,3 mil dormidas (74,4% do total desta rubrica), seguida da Terceira com 18,6 mil (15,5%).
Na hotelaria, as dormidas atingiram 78,0 mil (-1,8%). Apesar da subida do mercado nacional (47,7 mil, +9,3%), a queda do mercado externo (30,3 mil, -15,3%) pesou no resultado. As taxas líquidas de ocupação também desceram: 20,6% na ocupação-cama (-1,3 pontos percentuais) e 26,3% na ocupação-quarto (-0,6 pontos percentuais). Em contrapartida, os proveitos totais cresceram 12,9%, para 5,8 milhões de euros, enquanto os proveitos de aposento somaram 3,3 milhões (+0,9%); o RevPAR foi de 19,26 euros e o ADR de 73,18 euros.
No alojamento local, registaram-se 41,9 mil dormidas (-8,6%) e 10,8 mil hóspedes (-9,7%), com a estada média a subir para 3,89 noites (+1,2%).
O SREA destaca que, entre as respostas declaradas, 66,9% dos estabelecimentos ativos reportaram ausência de movimento de hóspedes, mais 3,9 pontos percentuais do que em dezembro do ano anterior.
Já no turismo no espaço rural, as dormidas recuaram para 4,2 mil (-23,2%) e os hóspedes para 1,2 mil (-30,5%), apesar do crescimento do mercado nacional (+32,9% em dormidas); os proveitos totais desceram 17,7%, para 430,8 mil euros
Apesar do recuo de dezembro, o balanço de 2025 (dados preliminares) mantém sinal positivo: o arquipélago acumulou 4,5 milhões de dormidas e 1,4 milhões de hóspedes, correspondendo a aumentos anuais de 4,5% e 3,7%, respetivamente, com a estada média a subir para 3,32 noites (+0,7%). No mesmo destaque, o SREA assinala que, entre dezembro de 2023 e dezembro de 2025, o pico de dormidas ocorreu em agosto de 2025, com 711,5 mil.
