Em reação ao Plano e Orçamento dos Açores para 2026, o PCP/Açores, através de nota de imprensa, refere que, com este Plano e Orçamento, o Governo Regional deu “continuidade à política de direita que falha nas respostas às necessidades dos açorianos e que persiste no aumento das desigualdades sociais”.
Para os comunistas açorianos, reunidos em Angra na passada terça-feira), “mantém-se uma política de baixos salários e de pensões insuficientes, assim como o drama da precariedade laboral, que condiciona em particular o futuro dos jovens trabalhadores e, em consequência, o da Região”.
Como ainda é dito no mesmo comunicado, “O Governo optou por um enunciado de intenções que dificilmente se concretizarão, como é o caso do PRR, pretendendo realizar em seis meses aquilo que não fizeram nos últimos anos, seja na habitação ou noutras áreas”.
O PCP/Açores argumentam que “as respostas insuficientes das funções sociais do Estado e da região em áreas como a saúde, a educação e, na prática, quase todos os domínios da administração pública, devido à falta de meios dos diversos serviços, contribuem para agravar estas dificuldades”.
Ainda sobre a análise ao Plano e Orçamento, o PCP dos Açores considera que o documento desvaloriza o setor produtivo, “cortando apoios e pagando-os tarde e a más horas, seja na agricultura ou nas pescas”, apontando que “a concretização deste Plano e Orçamento só é possível graças à convergência do Chega e à passividade do PS”.
A privatização da Azores Airlines foi outra das matérias que mereceu contundentes críticas por parte da estrutura regional do PCP: ““No que respeita à SATA, se o plano avançar nos moldes em que foi anunciado, os açorianos irão pagar durante muitos anos a dívida da SATA e terão menos mobilidade”, alertou o partido, enquadrando o processo em curso na “obsessão de privatizar tudo o que for possível, escondendo as consequências que isso terá na vida dos açorianos”.
Ainda sobre esta matéria, o PCP/Açores entende que o adiamento solicitado de privatização da Azores Airlines “poderia e deveria ser aproveitado para negociar de forma séria e verdadeiramente empenhada com a União Europeia”, no sentido de “proteger a SATA, esclarecendo a unicidade da sua função enquanto companhia aérea de uma região ultraperiférica”.
