Sofia Silva & CODE no Coliseu Micaelense a 20 de Novembro

A banda açoriana Sofia Silva & CODE sobe ao palco do Coliseu Micaelense para o encerramento da sua Tour Fases, no dia 20 de Novembro. “A vocalista e compositora Sofia Silva sentiu desde muito cedo a paixão pela música, e em 2023, iniciou a sua carreira musical graças ao destaque que teve ao participar no programa The Voice Portugal, integrando a equipa da cantora Sónia Tavares dos The Gift. A banda composta também por Félix Medeiros, Hugo Medeiros e Amadeu Medeiros, destaca-se pela sonoridade actual e pela entrega profissional nos seus espectáculos, que têm sido reconhecidos pela elevada qualidade artística”, lê-se em comunicado.

Duarte Freitas garante que Açores vão cumprir todas as metas do PRR

O Secretário Regional das Finanças, Planeamento e Administração Pública, Duarte Freitas, mostrou-se confiante na execução integral do PRR-Açores. “Nos últimos 12 meses, registou-se uma aceleração muito significativa na execução financeira. Considerando o aproximar do culminar dos investimentos de maior dimensão, este ritmo permite afirmar, com responsabilidade, que o PRR-Açores poderá ser integralmente executado, dentro das regras financeiras aplicáveis”, disse Duarte Freitas, na Horta, durante os trabalhos do plenário da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores. E reforçou: “a convicção do Governo é clara: cumpriremos todas as metas do PRR-Açores”. Segundo o governante, já foram cumpridas 25 das 40 metas contratualizadas, restando sete ainda condicionadas, sobretudo associadas a empreitadas. O investimento global ascende actualmente a cerca de 895 milhões de euros, mais 28,5% face ao inicialmente previsto, refletindo a confiança na capacidade de execução da Região. Duarte Freitas adiantou ainda que o Governo pretende garantir a continuidade de projectos essenciais após o fim do PRR, incluindo o programa “Novos Idosos”, e anunciou a realização de uma avaliação global ao impacto do plano nos Açores. PRR nos Açores “é obra feita, transformação em curso e capacidade para o futuro”, defende PSD/Açores O deputado do PSD/Açores, Joaquim Machado, defendeu que a execução do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) na Região representa uma transformação estrutural, sublinhando que os Açores estão hoje “mais preparados, mais qualificados e mais resilientes”. Na intervenção política, o parlamentar afirmou que o PRR vai além de metas e números, traduzindo-se em investimentos concretos em áreas como a saúde, habitação, infra-estruturas e apoio social, destacando projectos como a requalificação do Hospital da Horta, novas unidades de saúde, aquisição de equipamentos médicos e reforço de meios para instituições sociais. Joaquim Machado salientou que, apesar dos constrangimentos enfrentados, como a escassez de mão-de-obra, dificuldades nas cadeias de abastecimento e a complexidade do programa , foi possível concretizar um dos maiores investimentos públicos de sempre na Região, estimado em 725 milhões de euros. O deputado destacou ainda impactos em áreas como energia, agricultura, pescas e ciência, defendendo que o PRR contribuiu para a modernização da economia e para a redução da dependência externa, nomeadamente através de iniciativas ligadas à descarbonização. Reconhecendo que o programa não resolveu todos os problemas, o social-democrata considerou que o saldo é claramente positivo, sublinhando que os resultados alcançados resultam de um esforço colectivo e deixam os Açores “mais fortes e preparados para o futuro”. PS/Açores quer garantir execução máxima do PRR e que os respectivos investimentos deixem resultados duradouros O deputado do PS/Açores, Marco Martins, defendeu a execução total do PRR na Região, alertando que cada euro não utilizado representa uma oportunidade perdida para melhorar a vida dos açorianos. Durante um debate no parlamento açoriano, o socialista sublinhou a importância de concretizar os cerca de 725 milhões de euros previstos, destacando o impacto direto dos investimentos em áreas como habitação, saúde e respostas sociais. Marco Martins alertou ainda para desafios em curso, nomeadamente na execução de projectos e no cumprimento de prazos, e defendeu a necessidade de garantir a continuidade das medidas financiadas pelo PRR, como o programa “Novos Idosos”. “As políticas sociais não podem começar com ambição e terminar por falta de financiamento. Não podem criar confiança hoje e incerteza amanhã”, afirmou. O deputado considerou que o sucesso do plano deve ser avaliado não apenas pela execução financeira, mas sobretudo pelos efeitos duradouros na qualidade de vida, coesão social e serviços públicos na Região. PRR “corre agora o risco de terminar como uma oportunidade desperdiçada”, alerta Chega/Açores O PRR-Açores “podia ser uma “oportunidade histórica, mas corre agora o risco de terminar “como uma oportunidade desperdiçada: não por falta de dinheiro, mas por falta de estratégia, planeamento e execução atempada”, alerta Chega. Foi este o mote para o debate de urgência promovido pelo Chega, sobre o “PRR-Açores: estado de execução, projectos críticos em risco e futuro dos programas sociais no final do plano”. Um Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) “com verbas de 725 milhões de euros para a Região, desenhado pelo anterior governo PS e mantido pela coligação, com 40 marcos e metas, mas que a execução até 31 de Agosto de 2026 revela que oito estavam atrasados e dez mantinham uma avaliação condicionada”. O deputado Francisco Lima indicou que “é aqui que se mede a capacidade deste Governo: não pelo dinheiro anunciado, adjudicado ou comprometido, mas pelo que estiver efectivamente concluído, vistoriado e documentalmente comprovado até ao prazo final”, que está a terminar e que se revela uma verdadeira corrida contra o tempo. O parlamentar criticou ainda o facto do Governo Regional ter optado por ser “rápido a financiar a sua própria máquina e lento a fazer chegar o dinheiro à economia que cria riqueza, emprego e receita fiscal. Sem economia forte, nenhum Estado social é sustentável”. É que, justifica Francisco Lima, “os instrumentos directamente orientados para as empresas e os sectores produtivos representam cerca de 189 milhões de euros, aproximadamente 26% do total. Muitos chegaram tarde”, disse. Já a modernização e digitalização da Administração Pública recebeu “30,6 milhões de euros, enquanto a transição digital das empresas recebeu 25,3 milhões. Na Administração Pública, a meta foi cumprida. Nas empresas, apesar de existirem 1.102 candidaturas aprovadas, apenas 42 projectos estavam concluídos no final de Março”, afirmou Francisco Lima. “O Chega não critica o investimento na saúde, na habitação, nas respostas sociais, na educação ou nas estradas”, indicou Francisco Lima que logo acrescentou que “as críticas vão para o uso de dinheiro extraordinário e temporário, em muitos casos, para corrigir atrasos antigos, recuperar património degradado e financiar despesas que continuarão depois de o PRR terminar”. É por isso que, apesar do Presidente do Governo Regional garantir uma execução de 100% do PRR, importa questionar: “Quanto dinheiro está efectivamente em risco? Que obras não estarão material e documentalmente concluídas até 31 de Agosto? Que programas sociais têm financiamento assegurado depois de 2026? Que transformação estrutural permanecerá quando terminar o último euro do PRR?”. “O PRR deveria ter ajudado a criar a economia que sustenta o social. Este

As Aves e os Pássaros do meu Quintal

Hora e Ordem de entrada em actividade nesta época do ano (maio e junho): 04h30 – Os 3 galos começam a cantar e entram em ação de acordo com uma prioridade estabelecida por eles, 05h30 – Começam a cantar os melro-negros e praticamente todos ao mesmo tempo, o som que nos chega é digno dos melhores Grupos Corais e acompanhados por Orquestras de elevada qualidade, 06h00 – Entram em cena os pombos-torcazes com o seu som característico e grave, 06h30 – Começam em atividade as rolas turcas e abafam todos os outros sons, emitem sons que sugerem que “estão a pedir socorro”, que alternam com “uma gargalhada abafada”, emitem um som de 3 notas, e este tipo de rolas tem hoje nos Açores efetivos que em algumas zonas, atingem proporções de bando. 07h00 -Temos os piscos-de-peito-ruivo, que na ilha de São Miguel, são conhecidos como os Papinhos, emitem sons extraordinários, que alternam entre o canto e o chamamento. Nas Zonas Rurais na altura em que os Correios tinham um papel central e as cartas eram um meio fundamental de comunicação entre as pessoas, para saber se íamos receber uma carta ou não, perguntava-se ao Papinho: “Papinho, Papinho, se vou receber carta? vira-me o Rabinho”. Já com o dia em plena luz os sons são variados e caóticos, com as galinhas, alguns canários da terra (poucos), os pardais, um ou outro tentilhão, os patos que praticamente não dormem e durante a noite estão muito ativos, as galinhas da guinê da vizinhança, e até os estorninhos dos Açores, todos emitem sons, como que num exercício de afirmação de identidade. Depois tudo se cala a partir do fim da manhã, para reaparecerem lá para o fim da tarde. Quantas mais árvores, e um saudável meio ambiente, mais aves e mais pássaros, esta é uma regra de ouro. É o ciclo natural da vida da natureza e nas diferentes estações do ano. Uma sociedade que perserva o seu meio natural e ecossistema é mais resiliente e solidária. Gualter Furtado Membro Conselheiro da Ordem dos Economistas

“Sentinelas” é o novo videoclipe do músico Rafael Carvalho

“Sentinelas” é um dos temas incluídos em 10 Anos de Origens, álbum comemorativo de Rafael Carvalho que assinalou uma década de dedicação à Viola da Terra, à composição e à divulgação da cultura açoriana. O tema foi originalmente editado no álbum Cordas do Mundo (2021) e integra esta edição especial lançada em 2022. As imagens deste videoclipe pertencem ao documentário 10 Anos de Origens, incluído no DVD que acompanha a edição física do álbum. O filme retrata o percurso pessoal e artístico de Rafael Carvalho, desde a infância na Ribeira Quente até ao trabalho desenvolvido na valorização e ensino da Viola da Terra, cruzando testemunhos, memórias e videoclipes de várias composições originais. Produzido pela Palco de Ilusões – Produções Audiovisuais e Multimédia, o documentário acompanha uma viagem de dez anos marcada pela criação musical, pela preservação das tradições açorianas e pela procura constante de novas sonoridades para a Viola da Terra. Em “Sentinelas” a música e a imagem unem-se para celebrar esse percurso, revelando paisagens, emoções e momentos que ajudaram a construir uma década de trabalho dedicada à cultura açoriana. Este videoclipe constitui mais um registo que afirma a criação contemporânea açoriana, aliando identidade, qualidade artística e produção cuidada e está disponível desde a passada sexta-feira em youtube.com/@Palcodeilusoes. “Sentinelas” é um dos mais de 40 originais para Viola da Terra editados por Rafael Carvalho desde 2012, com o intuito de trazer novas sonoridades para a Viola de Dois Corações e, de certo modo, como forma de aumentar o repertório do instrumento, em especial para quem se dedica ao seu ensino, como nas Escolas de Violas e Conservatórios.

“Formação de treinadores é investimento no futuro do futebol e da sociedade”, salienta Pedro Nascimento Cabral

O Presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada, Pedro Nascimento Cabral, destacou a importância da formação contínua dos treinadores como um investimento directo na qualidade do futebol, no desenvolvimento dos atletas e na construção de comunidades mais fortes e coesas. “Ao investir na qualificação dos treinadores estamos, simultaneamente, a investir na qualidade do futebol, no desenvolvimento dos atletas, no fortalecimento das instituições desportivas e no futuro da nossa sociedade”, afirmou. Pedro Nascimento na sessão de abertura da acção de formação “Desenvolvimento das Competências Psicológicas dos Treinadores”, que contou igualmente com as intervenções do Presidente do Núcleo dos Açores da Associação Nacional de Treinadores de Futebol (ANTF), Carlos Santos, e do Presidente da Associação de Futebol de Ponta Delgada, Robert DaCamara. A acção formativa foi promovida pelo Núcleo dos Açores da ANTF e ministrada pelo Vice-Presidente da Associação Nacional de Treinadores de Futebol, Miguel Leal, encerrando um ciclo de formações que incluiu ainda outras ilhas do arquipélago e abrangeu um total de 67 técnicos da modalidade. Na sua intervenção, o autarca sublinhou que a crescente complexidade do futebol moderno exige profissionais cada vez mais preparados, considerando que a formação contínua deixou de ser uma opção para se tornar uma necessidade. “Hoje, o treinador é muito mais do que alguém que prepara equipas para competir. É um educador, um orientador e uma referência para muitos jovens que encontram no futebol um espaço privilegiado de crescimento pessoal e social. É alguém que ajuda a transmitir valores, a moldar comportamentos e a preparar cidadãos para os desafios da vida”, acrescentou. O Presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada fez, por isso, questão de felicitar o Núcleo dos Açores da Associação Nacional de Treinadores de Futebol pela iniciativa, entendendo que “merece o reconhecimento de todos aqueles que acreditam no papel fundamental do desporto na formação das pessoas e no desenvolvimento das comunidades, constituindo simultaneamente um importante contributo para a valorização do futebol açoriano”. Ainda antes de terminar, Pedro Nascimento Cabral quis deixar uma palavra de especial apreço à Associação de Futebol de Ponta Delgada e ao respectivo Presidente, Robert DaCamara, pelo trabalho consistente que têm vindo a desenvolver em beneficio do futebol e do desporto em Ponta Delgada e da Região Autónoma dos Açores. Retribuiu, também assim, o agradecimento que lhe foi dirigido por Robert DaCamara durante a sua intervenção, onde realçou “o muito” que o autarca “tem feito pelo futebol de hoje”, ao investir em novas infra-estruturas desportivas e ao reforçar significativamente os apoios aos clubes. “Fazer obras de arrelvamento e de beneficiação de campos de futebol não é hoje tão fácil porque os fundos comunitários já não estão disponíveis como estavam há 20 anos, mas, ainda assim, o Presidente da Câmara Municipal fê-las”, começou por sublinhar, destacando as profundas e recentes intervenções realizadas nos campos de futebol de São Roque e de Santo António, que representaram um investimento acumulado de aproximadamente 1,6 milhões de euros. Elogiou, depois, o reforço dos apoios municipais aos torneios de futebol de formação dos clubes, assegurando a sua concretização, numa época desportiva marcada por fortes constrangimentos financeiros. “Obrigado por aquilo que faz e pela disponibilidade que sempre demonstra para connosco. E quando digo connosco refiro-me não só à forma como se tem mostrado disponível diante das solicitações da Associação de Futebol, como perante as acções dos clubes deste concelho”, declarou. Este ano, e apenas no que diz respeito aos torneios de formação de futebol infanto-juvenil do Figueiras Cup (organizado pelo Clube Desportivo de Santo António), Pauleta Azores Soccer Cup (Fundação Pauleta), João Chicharrinho (Clube Desportivo “Os Oliveirenses”), do International Football Tournament – Azores U11 (Clube União Micaelense) e João Pexim (Marítimo Sport Clube), a Câmara Municipal de Ponta Delgada concedeu e definiu apoios na ordem dos 150 mil euros. Entretanto, em 2025, a Câmara Municipal atribuiu um valor histórico de 1.261.784 euros a atletas, clubes e à concretização de torneios no concelho, no âmbito do Regulamento Municipal de Apoio ao Desporto e à Actividade Física e Recreativa de Ponta Delgada.

O centralismo em foco: versão regional e nacional

Com a saída do que restava da escala aérea da Ryanair por estas ilhas, caiu o Carmo e a Trindade entre as hostes da Câmara de Comércio e Indústria de Ponta Delgada, em particular no respeitante às áreas da hotelaria e restauração e entre os principais beneficiários da descontrolada profusão do alojamento local em S. Miguel. Quaisquer destas atividades têm sido amplamente subsidiadas direta e indiretamente com dinheiros públicos, e bem pouco escrutinadas pelo seu uso devido ou indevido, com certos partidos (não só o Chega) a mostrarem-se pouco preocupados com isso, em contraste com a imensa inquietação que revelam perante o presumido descontrolo dos apoios sociais atribuídos aos mais pobres e desfavorecidos, com destaque para o RSI (vulgo Rendimento Mínimo) onde ironicamente é possível encontrar muitos usufrutuários que trabalharam ou estão trabalhando, sem ganhar o suficiente. Mas acalmem, os subsidiados beneficiários do investimento público na área do turismo em Ponta Delgada, as suas lamentações pelas fracas espectativas para este Verão, porque a saída da igualmente subsidiada Ryanair (2 milhões de euros pelo último contrato, se a memória não me falha) motivou um esforçado trabalho de compensação, que não hesitamos em valorizar, da Sra. Secretária regional Berta Cabral, com resultados agora palpáveis nomeadamente a partir do Canadá, e não só. Lamentável, em nossa opinião, é que esse esforço de compensação tudo indica, no final de contas, que ficará na prática circunscrito à ilha de S. Miguel e à sazonalidade do Verão IATA, ao contrário das conjeturas da Sra. Secretária quando se referiu à capacidade dos Açores no seu conjunto se tornarem “um destino para todo o ano”… Também ao nível da salvaguarda da Agricultura e da Pecuária enquanto motor fundamental do desenvolvimento e fixação das comunidades rurais das várias ilhas, como se tem afirmado até agora, o próximo quadro comunitário (2028-2034) e a sua Política Agrícola Comum (PAC), proposta pela Comissão Europeia, coloca sérias preocupações, não só aos agricultores e lavradores açorianos, como por tabela a toda a Região. Na verdade, o que se pretende é acabar de facto com o atual POSEI enquanto programa específico adaptado à realidade do Arquipélago e gerido pela própria Região. Os Açores representam 40% do VAB nacional no setor do leite e laticínios; a sua Agricultura e Pecuária representa 8% de toda a produção agrícola nacional e 7% do PIB regional (no Continente é apenas de 1,5%) com impacto económico e social em todas as ilhas. Se a Autonomia dos Açores perder a gestão direta das transferências do POSEI, perderá o controlo sobre verbas significativas (cerca de 80 milhões de euros) ficando o país a geri-las o que, na ignorância da nossa conjuntura agrícola periférica, afetará certamente de forma negativa, nos anos mais próximos, a evolução da realidade regional neste setor. Também ao nível político institucional, no último fim-de-semana, no Hotel Marina Atlântico, a realidade arquipelágica esteve novamente a ser menosprezada em prejuízo da desejável coesão geográfica e do desenvolvimento harmónico entreilhas, quando se assistiu à ressurreição da intenção revisionista do atual sistema eleitoral regional por parte de dois ex-responsáveis políticos, no caso em apreço Mário Fortuna, ex-dirigente da Câmara de Comércio e Indústria de Ponta Delgada, e o ex-deputado regional do PS, José San-Bento. Se, no respeitante a Mário Fortuna, ficou de novo clara a sua já tradicional ambição de atribuir à ilha de S. Miguel uma preponderância absoluta no Parlamento dos Açores em prejuízo da representação das restantes ilhas, no caso de José San-Bento, o sentido da sua afirmada e coincidente vontade de reformar o sistema, afundando-se propositadamente ou não numa turbulência de hipóteses especulativas, ficou lamentavelmente por descortinar… Mário Abrantes

Bandeira azul nas Quatro Ribeiras abriu época balnear na Praia da Vitória

A Presidente da Câmara Municipal da Praia da Vitória hasteou, no dia 15, a bandeira azul na zona Balnear das Quatro Ribeiras, assinalando, oficialmente, a abertura da época balnear 2026 no Concelho. Na sua intervenção, Vânia Ferreira sublinhou o número de galardões atribuídos este ano às zonas balneares no Concelho, que “comprovam o compromisso da Autarquia com um dos maiores patrimónios locais”. “Este ano, continuamos no top 3 regional dos Concelho com maior número de zonas balneares com atribuição de Bandeira Azul pela Associação Bandeira Azul de Ambiente e Educação. Hasteamos hoje a bandeira azul na zona balnear das Quatro Ribeiras. O mesmo galardão, este ano, estará arvorado na zona balnear dos Biscoitos, das Escaleiras, na Vila Nova, na Praia Grande e na Prainha, em Santa Cruz, no Porto Martins, na Riviera, no Cabo da Praia, e na Marina da Praia da Vitória”, enumerou a autarca. “As zonas balneares dos Biscoitos e das Escaleiras terão também hasteadas as Bandeiras Praia ZERO Poluição 2026 e as bandeiras Praia Qualidade de Ouro; galardão que partilham este ano com o Porto Martins, a Riviera, a Praia Grande, a Prainha, as Quatro Ribeiras e a Praia dos Sargentos”, complementou. “Abrimos esta época balnear com um conjunto de distinções que atestam a qualidade e notoriedade das nossas zonas balneares e, em boa verdade, o resultado do trabalho e do investimento municipal nestas valências, que nos distinguem na Ilha e na Região. A estes prémios, associamos todo o investimento que a Autarquia, anualmente, realiza para que todos os utentes das nossas zonas balneares possam usufruir delas com todo o conforto e qualidade”, sublinhou Vânia Ferreira. A Presidente da Câmara Municipal da Praia da Vitória destacou ainda, na presente época balnear, a instalação de dois Totem SOS OneUp Náutico nas zonas balneares das Quatro Ribeiras e Calheta dos Lagadores. “São estações autónomas de emergência, equipadas com dispositivos salva-vidas de fácil utilização, podendo ser accionados por qualquer banhista perante uma situação de emergência até à chegada dos meios de socorro. O nosso intuito é aumentar a nossa rede destes equipamentos nos próximos anos, reforçando assim a capacidade de resposta célere, acessível e eficaz em situações de emergência aquática”, adiantou Vânia Ferreira, destacando ainda a parceria com a Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários da Praia da Vitória, que garante a presença de nadadores-salvadores nas zonas balneares do Concelho.

A raposa a guardar o galinheiro: o miraculoso remédio do Governo para sufocar um qualquer arremedo de política de consumidores

POLÍTICA DE CONSUMIDORES: fora do propósito dos governos, fora dos seus programas eleitorais como dos de acção política? Uma política de consumidores deveria assentar em um sem-número de pilares: i. Menos leis, melhor lei ii. Programas de educação e formação para distintos estratos da população iii. Instituições de consumidores que informem e medeiem conflitos iv. Instituições que dirimam os pleitos de modo célere, eficaz e não oneroso (graciosamente ou a custos suportáveis) v. Instituição a nível nacional: recolector dos direitos dos consumidores e com poderes bastantes e apropriada estrutura para “pôr o mercado na ordem”… Ponto por ponto. Menos leis, melhor lei: Estancar a diarreia legislativa, sintoma de fortes desarranjos intestinais (e esta diarreia fede que tresanda!) Codificar as leis, tornando-as mais simples e acessíveis a todos e a cada um Transpor as normas ditadas por Bruxelas (ou Estrasburgo), não a destempo, mas dentro dos confortáveis prazos oferecidos para se acertar o passo com quem cumpre e não defraudar os consumidores seus beneficiários. Educação e formação para a sociedade de consumo (na sua transição para a sociedade digital) Plano nacional de formação de formadores Adaptação dos programas curriculares para que as escolas intervenham decisivamente na consecução de um tal objectivo Programas de educação permanente e para sensibilização em geral dos estratos da população já não em idade escolar Instituições que informem e medeiem nos conflitos A nível municipal, como manda a lei (serviços municipais acreditados) Serviços dotados de gente capaz, com formação de base e em permanente actualização Com uma instância a nível nacional, ao estilo dos Ombudspersons (Provedores dos Consumidores, com notável desempenho nos países nórdicos, como recolectores dos direitos dos consumidores a nível geral) Instituições que dirimam litígios Com competência até € 30 000 De natureza necessária se accionados pelos consumidores (como actualmente até ao valor de € 5 000). A nível distrital Com uma instância de recurso a nível nacional. Com a descaracterização da Direcção-Geral do Consumidor (outrora, Instituto Nacional de Defesa do Consumidor e, depois, Instituto do Consumidor) e a sua fusão com a Direcção-Geral das Actividades Económicas), travestida em Direcção-Geral de Defesa do Consumidor, Comércio e Serviços, consegue-se o inverosímil: fazer com que a raposa guarde o galinheiro. Um festim, um autêntico banquete, com penas e tudo, que nem as raposas esperavam fosse servido com honras de jornal oficial e a publicidade devida, a escâncaras! O que, para além do mais, representa um notável recuo, que reforma nenhuma do Estado justificaria… Se se pretender que haja, na administração central, directamente dependente do Governo, um órgão técnico que assessore, na junção de competências, que o seja, que haja a fusão das direcções-gerais. Mas se dê espaço, ante os interesses divergentes que se descortinam nos distintos segmentos de mercado, a uma PROVEDORIA DA JUSTIÇA DO CONSUMIDOR (com esse ou qualquer outro nome). Uma PROVEDORIA DE JUSTIÇA DO CONSUMIDOR que em si reúna o potencial capaz de – tanto singular como colectivamente – assegurar a tutela dos consumidores perante os actuações desviantes dos mercados. O Governo não pode lavar as mãos como Pilatos! Tem de ser capaz de fazer mais, muito mais… O receituário vai aqui. Que o não ignorem! Mário Frota* *Presidente emérito da apDC – DIREITO DO CONSUMO – Portugal

Centro de Formação Artística da Câmara Municipal da Madalena dá palco ao talento em recitais de classes

O Centro de Formação Artística (CFA) da Câmara Municipal da Madalena realizou, na passada semana, recitais das classes de clarinete, flauta, piano, trombone, trompa, saxofone, guitarra, trompete, viola da terra e bandolim. Sob o olhar atento dos pais, os alunos tocaram diversas composições ao longo do evento, dinamizado com o intuito de promover a interacção entre os estudantes e a audiência, de modo a mitigar a ansiedade provocada pela exposição pública na performance musical, preparando assim os alunos para futuros espectáculos. Para Catarina Manito, Presidente da Câmara Municipal da Madalena, estas iniciativas são fundamentais na construção de um percurso formativo sólido para os nossos alunos: “Subir a palco é muito mais do que interpretar uma peça musical. É ganhar confiança, superar desafios e aprender a comunicar através da arte”. “Estes recitais reflectem o trabalho, a dedicação e a evolução dos nossos jovens e reafirmam a importância de continuarmos a investir numa formação artística de qualidade, capaz de inspirar talentos e enriquecer a vida cultural da nossa comunidade”.

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